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  • Herculano

DUAS IMAGENS DO PRONTO ATENDIMENTO DO HOSPITAL DE GASPAR EXPRESSAM MUITO MAIS QUE OS TEXTÕES


Estas duas imagens são de ontem a tarde do Pronto Atendimento do Hospital de Gaspar. O que se pode ver? Aglomeração, numa casa de saúde, a falta de respeito, num Hospital feito para curar e não para infectar, em plena pandemia, quando se recomenda distanciamento legal, ou seja, por lei?


Este assunto recebido das minhas fontes, eu o tinha na algibeira para hoje, pois aqui, afora a Rádio Comunitária Vila Nova, ninguém mais ousa tocar neste assunto diante das circunstâncias negociais e do medo de perseguição instalada na cidade. Mas, antes, ele foi parar nas páginas eletrônicas da NSC. E viralizou! E ao mesmo tempo lavou a minha alma, também. Afinal, a cidade está de saco cheio de tantas barbaridades que se escondem de todos.


O texto da NSC é assinado por Talita Catie Medeiros, bem conhecida por aqui. É de se perguntar também: o Hospital e os donos do poder de plantão em Gaspar também vão praguejá-la e processá-la como costumam fazer - como um processo organizado de intimidação e para dar trabalho na papelada da defesa dos atingidos pela fúria dos políticos locais - com os quem o poder não consegue calar por aqui?


Volto.


Mas, qual a razão de em pleno início da tarde de uma terça-feira, ensolarada, o Pronto Atendimento do Hospital de Gaspar estar mais uma vez lotado? Falha nos postinhos de saúde dos bairros. Simples assim. É recorrente. Como são as desculpas para construir soluções e óbvias e urgentes.


Só para lembrar e antes de prosseguir: o Hospital de Gaspar, que ninguém sabe quem é o dono, e está em marota intervenção municipal desde o tempo do petista Pedro Celso Zuchi, é um ralo sem fim de dinheirama pública - seja por emendas, recursos dos próprios cofres municipais e doações de todos os tipos. Tudo sem a devida e necessária transparência.


Um parênteses. A obrigação da prefeitura com a Saúde é de 15% do seu Orçamento. Só neste quadrimestre foram 21,68%. E o Hospital no furacão desta necessidade... Falta de dinheiro, não foi.


Isto sem contar, que ele é também, quase todos os dias, motivo de queixas reiteradas nas redes sociais sobre os mesmos problemas de atendimento no Pronto Atendimento e outras especialidades.


Retomo, mais uma vez.


Ah, mas esfriou e os problemas respiratórios aumentaram, argumentam os políticos orientados pelos técnicos na área. Certo! E daí?


Conversando com médicos e todos pedindo pela amor de deus para não serem identificados, disseram-me também o óbvio.


De que 90 por cento, repito 90 por cento, dos casos que apareceram ontem, ou aparecem com frequência no Pronto Atendimento do Hospital de Gaspar em horário comercial de segunda a sexta-feira, poderiam ter sido atendidos, solucionados ou ao menos diagnosticados numa triagem técnica nos postinhos para um encaminhamento mais seletivo e rápido no próprio Hospital.


Então o quem está falhando mais uma vez e como de todas as vezes anteriores? A secretaria de Saúde tocada por curiosos, a serviço do poder de plantão, no uso político da sua atribuição de preencher cargos e funções para se manter no poder de plantão. Nem mais, nem menos.


A lista de erros é enorme. E o culpado sempre sou eu que os aponto, o Miro Salvio, da Rádio Vila Nova, ou quem fez as imagens da indignação. Daqui a pouco vão revistar e proibir a entrada de pessoas com smartphone no Pronto Socorro do Hospital de Gaspar.


Lembram daquela vacinação em mutirão de gente idosa e vulnerável e só para fazer marquetagem política num domingo no Ginásio João dos Santos, bem espalhada pela própria NSC, no mesmo local da triagem de gente supostamente doente de Covid-19, mas esquecida de ser observada pela NSC e outros veículos que lá acorreram para o registro?


Então. Nada é novidade. Baile pode, aglomeração pode, comício pode, vacinar gente de fora pode, usar camionete da saúde para outra finalidade, pode, tudo pode por aqui. O que faltou no Pronto Atendimento do Hospital a secretária de Saúde, Silvania Jonoelo dos Santos, organizar a dancinha do espalha... Meu Deus!


E o número de mortes por em Gaspar só sobe, como só eu reporto neste espaço, para a raiva dos que não conseguem responder sobre a razão disso. O restante da imprensa, caladinha. Prefere propagar em manchetes tombos de motos que nem arranhões produzem em seus ocupantes. Vergonha.


A minha leitora Odete Fantoni, numa conta de padaria, em um de seus recentes comentários, mostrou claramente que Gaspar é um caso sério e fora da curva de óbitos, se comparado com vizinhos. Acorda, Gaspar!