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  • Herculano

DESCRÉDITO, PREGUIÇA, MEDO OU CONIVÊNCIA COM AS MAZELAS?



Ontem as manchetes na imprensa em Gaspar eram a possibilidade de se pagar o IPTU à vista com um desconto de dez por cento. Todos, a serviço do patrão - que destinou uma merreca para a divulgação da pechincha contra o cidadão - deram a notícia no texto da propaganda oficial da prefeitura.


A divulgação noticiosa era para reforçar a propaganda e para ajudar o poder de plantão a encher as burras mediante uma injustiça aos bons pagadores.


Por quê? A notícia completa devia explicar, como já fiz aqui, de que de verdade, houve um aumento real de cinco por cento do IPTU de Gaspar para, ora vejam só, justamente para os bons pagadores numa manobra contábil-financeira, incluindo por aqueles que foram eleitos para representar o povo na Câmara.


O acerto foi no apagar das luzes de dezembro e logicamente, depois da campanha eleitoral.


É que o prefeito eleito Kleber Edson Wan Dall, MDB e o prefeito de fato, o secretário de Fazenda e Gestão Administrativa e presidente do MDB de Gaspar, Carlos Roberto Pereira, com a aprovação dos vereadores da legislatura passada, cortaram o desconto original e tradicional de 15% nesta modalidade, para dez neste ano aos pagadores à vista.


No ano que vem, será capado mais cinco por cento.


Os noticiosos à serviço da preguiça, ou da conivência, também esqueceram de esclarecer de que em Gaspar, é muito mais vantajosos ser mau pagador. Já expliquei este dois fatos contraditórios aqui.


É que já está em vigor, o terceiro, repito, o terceiro Refis a era Kleber, ou seja em quatro anos de governo. Ele foi aprovado pela unanimidade pelos atuais vereadores - dois pelos ex-vereadores. E sobre quem se beneficia disso, reiteradamente, nenhuma transparência. Pobre é que não é!


Depois a imprensa daqui reclama do descrédito e da minha liderança de acessos via este blog, ou de que franquias de portais regionais, alimentadas por fontes gasparenses fazendo manchetes sobre as dúvidas do governo de Gaspar.


A conclusão é simples. Elas estão fazendo manchetes fora daqui, com fatos daqui, porque os atingidos ou indignados daqui não encontram espaços.


Esses dias, os gasparenses descobriram que o vice-prefeito, Marcelo de Souza Brick, PSD, foi falsificado como advogado, que quase não é, por ser um político profissional e em tempo integral.


E quem fez isso? Uma cabo eleitoral dele e do partido, uma funcionária efetiva. Tudo estranho. Quando aa notícia surgiu por aqui, Marcelo apareceu lamentando. Mas, está em curso a operação abafa sobre este assunto. Nos aplicativos de mensagens, no entanto, abundam explicações, ilações e até capetagem.


Esta semana foi a vez do fedor do lixo. Ele é tema reiterado e sucessivo desde 2009 da coluna no jornal Cruzeiro do Vale e que retomo na semana que vem, como o prometido; foi reiteradas vezes conteúdo investigativo e opinativo da coluna quando ela era editada no portal do jornal; agora é deste blog.


O fedor do lixo se tornou manchete fora daqui com ampla circulação alavancada por aqui e tirando a audiência e ainda mais a credibilidade dos locais.


E mesmo assim, a imprensa daqui - a não ser eu, o resistente, que voltei a explicar a razão da manchete de fora - continuou caladinha sobre este fedido assunto entre tantos e que parecem vão dar mais trabalho para manter o corpo fechado do que no primeiro mandato de Kleber. Então...Acorda, Gaspar!