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  • Herculano

DEPOIS DE SER DESLEGIMADO DAS URNAS DE BLUMENAU, NAATZ JOGA PARA A TORCIDA OLHANDO 2022


O deputado estadual Ivan Naatz, PL, sofreu uma sova daquelas nas eleições a prefeito de Blumenau no ano passado. Conseguiu a proeza de obter apenas 7.227, ou seja, 4,21% dos votos válidos para o minguado sexto lugar entre os candidatos. Só dois foram ao segundo turno.


O aviso foi claro. E ele sabe disso. Tanto que trabalha para reverter a perda de votos em Blumenau. Está ampliando pelo estado a base de votos. É só olhar como distribui as emendas parlamentares.


Quando Naatz foi eleito deputado, em 2018, com 14.685 votos, 10.012 vieram de Blumenau. Expressivo no total.


Mas, menos de dois anos depois, com toda a máquina própria de quem é deputado e possui verbas a rodo para distribuire propagandear isso, somada aos holofotes de caçador do governador Carlos Moisés da Silva, PSL, na CPI dos respiradores - e que não deu muito certo até agora -, Naatz conseguiu em Blumenau, seu reduto eleitoral, reduzir quase três mil votos de uma eleição para a outra.


E o que faz o deputado agora?


Enquanto na Alemanha, numa Europa sob o controle razoável da Covid, com gente mais consciente e uma vacinação que em alguns casos supera a 50% da população, a Oktoberfest de lá está definitivamente cancelada pelas autoridades responsáveis, e pelo segundo ano consecutivo, Naatz fez uma moção de apelo na Assembleia para que a Oktoberfes,t da sua Blumenau, neste ano, seja realizada.


Na Alemanha a Oktoberfest é em setembro no outono de lá. Aqui em outubro, a primavera daqui.


Seria válido o pedido para supostos eleitores e apoiadores setoriais verem o movimento de Naatz nas manchetes das redes sociais e até da imprensa e com isso ele capitalizar votos, se os leitos de UTI do Vale do Itajaí - e até mesmo do Brasil - não estivessem entupidos e gente morrendo acima da média aceitável, se houvesse controle da propagação do vírus entre nós, se a festa não atraísse gente doente e sem sintomas, se houvesse consciência do perigo com o uso de máscaras - impossíveis para a gastronomia, bebida e aglomeração que é o senso da festa - e se a vacinação nas duas doses não girasse apenas em torno de dez por cento da população.


Soma-se a tudo isso, uma ameaça séria, segundo especialistas no assunto, para uma possível terceira onda a partir de um platô muito alto de infectados e mortos.


Impressionante como funciona a cabeça dos políticos: votos a qualquer custo, demagogia e marquetagem para obter esse resultado.


Um político consciente e responsável poderia até sinalizar que gostaria de ver a Oktoberfest de Blumenau realizada neste ano, entretanto, com a ressalva e a certeza de que a vida dos seus eleitores, eleitoras, familiares e da sua comunidade estaria protegida, em primeiro lugar.


E para isso, começaria pela campanha da Vacina Já, a que faz tudo voltar ao normal, inclusive empregos para os que dependem das esmolas governamentais e dos políticos demagogos, os quais usam os pesados impostos de todos nós e escassos nos cofres públicos, exatamente para a promoção política, ou a corrução, com o próprio Naatz tenta apurar na Assembleia.