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  • Herculano

DEPOIS DE COMEREM MOSCAS, KLEBER E BANCADA DO AMÉM CORREM CONTRA COMPRA DE VACINAS POR GASPAR



Há dez dias o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, seus "çabios" e a Bancada do Amém (MDB, PSD, PP, PDT, PSDB e as vezes turbinada pelo PL, ou seja, onze ou doze dos 13 vereadores) foi surpreendida aqui pela notícia de que o vereado Dionísio Luiz Bertoldi, PT, iria apresentar um Projeto de Lei para que o prefeito de Gaspar compre as vacinas que o governo Federal de Jair Messias Bolsonaro, sem partido, retarda de forma criminosa para salvar vidas e deixar as pessoas fazerem o que quiserem da vida.


Os governistas sem oposição e cobrança, inclusive da suposta sociedade organizada tentou reagir. Era tarde. O projeto já estava protocolado. Doze perderam para um. O governo infestados de "çabios" perdeu para alguém da oposição. Já ganharam, então voltaram a dormir ou então perseguir. Inacreditável!


Restou ao líder do governo na Câmara, o mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato, PP, com toda sua manha e experiência para isso, enrolar e desdenhar à iniciativa de Dionísi. Alegou que ela continha vícios legais e operacionais, além do que faltava vacinas no mercado para serem compradas.


NA DEFENSIVA OS DEFENSORES DE KLEBER DIZEM QUE FALTA VACINA NO MERCAADO


Ora, vejam bem, um discurso fajuto, que mais parece ser de Bolsonaro, e contra os próprios eleitores dos que estão no poder e na Bancada do Amém, que querem se salvar, trabalhar, ir e vir, empregar, produzir, recolher mais impostos.


Vergonhoso. E por quê. Por politicagem partidária está se desqualificando gestos não só lícitos, mas como essencialmente humanitários.


Na sessão ordinária de hoje, o Projeto de Lei que ganhou o número 18 será oficialmente recebido e terá um relator geral sorteado.


Este relator, que deverá ser da Bancada do Amém, será "ajudado" por especialistas da prefeitura, a que fez da Câmara um puxadinho sem paredes ou cortinas. Inacreditável!


Tudo, muito provavelmente, para dizer que o PL de Dionísio não serve e que na melhor das hipóteses, ele deve ser substituído por um do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, o que falhou nesta iniciativa por estar mal assessorado - a começar por sua secretária de Saúde, uma completa curiosa no assunto e recitadora de versículos bíblicos e não de bulas.


Ou então, jogá-lo nas gavetas das comissões - algumas também de fachada e sem capacidade de opinar, todas com amplíssima maioria dos membros da Bancada do Amém, para lá ficar mofando enquanto gente morre por falta de vacinas e o governo Kleber se safe da obrigação de arrumar vacinas para os gasparenses vulneráveis.


"Não tem vacinas no mundo", declarou como se fosse um profundo conhecedor Melato. Realmente não tem por quem não as quer, não vai atrás delas e não as quer comprá-las, como faz Bolsonaro.


JÁ HÁ REGULAMENTAÇÃO FEDERAL PARA SE COMPRAR A VACINA


A própria Federação Catarinense dos Municípios - Fecam - está indo atrás desta solução e se associando a um consórcio de vacinas para estados e municípios. Então como não há vacinas para vender no mundo? O que há é gente mal intencionada e preguiçosa no meio disso tudo contribuindo par a morte de milhares de pessoas.


Na própria sessão, contradizendo o próprio discurso do Melato, o novato José Carlos de Carvalho Júnior, MDB, ao se vangloriar do que se arrecadou de IPTU à vista e de que R$400 mil foram para o Hospital, via o Fundo Municipal de Saúde, sugeriu que este montante se destinasse exatamente para ajudar na compra de vacinas que não chegam na quantidade e velocidade que deveriam chegar por aqui. Carvalho é dentista e já estacionou na secretaria da Saúde.


O próprio Congresso Nacional aprovou legislação específica permitindo que Estados e Municípios comprem suas vacinas. Ou Melato não foi informado disso?


Nas justificativas o próprio Dionísio sublinha no PL, no que ele se baseia juridicamente para fazer a proposta: a proposição está fundamentada na Lei Ordinária Federal nº 14.125, de 10 de março de 2021, que "Dispõe sobre a responsabilidade civil relativa a eventos adversos pós-vacinação contra a Covid-19 e sobre a aquisição e distribuição de vacinas por pessoas jurídicas de direito privado".


Mas, Melato não leu isso, se leu, fingiu não ter lido e porque chegou atrasado como todo o governo Kleber.


Pois era seu dever conferir a informação contida em documento oficial antes de iniciar papagaiar na sessão da Câmara para analfabetos, ignorantes, desinformados e fazer ceninha em nome do governo Kleber e da Bancada do Amém, com algo tão sério e drástico que está já tirou 104 vidas de gasprenses, oficialmente, até hoje. Vem mais. Muito mais!


Se Melato duvida disso, vou copiar e colar um texto da Agência Senado que diz o seguinte sobre este assunto e é auto-explicativo por si próprio. Melato - e seu assessor e os que o assistem no governo Kleber - teve 14 dias para lê-lo e não o fez.


Kleber teve 14 dias para tomar a iniciativa de propor algo semelhante, e não tomou. Os sucessivos mandatos devem ter lhe acomodado na busca de soluções coletivas.


Agora que todos do poder de plantão estão comendo poeira de um único vereador de oposição na Câmara, estão achando pelo em ovo, ao invés de acelerar meios de conter via vacina, o Covid-19 e dar normalidade a vida social e econômica local. Meu Deus!


Não é à toa que membros do governo de Gaspar estão pedindo nas redes sociais para os gasparenses não lerem as fontes independentes, como este blog. É para o povo não saber dos tropeços bobos e continuados deles.


Veja a matéria do Senado Federal e conclua: acorda, Gaspar!


Senado aprovou nesta terça-feira (2) a Medida Provisória (MP) 1.026/2021, que facilita a compra de vacinas contra a covid-19. O texto, que segue agora para sanção do presidente da República, dispensa licitação e estabelece regras mais flexíveis para a aquisição de insumos e serviços necessários à imunização contra essa doença.


Antes de chegar ao Senado, essa medida provisória já havia sido aprovada na Câmara. Como o texto foi modificado pelos deputados, passou a tramitar sob a forma de projeto de lei de conversão: PLV 1/21. O texto determina que a aplicação de vacinas contra a covid-19 deve seguir o Plano Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde. Além disso, autoriza estados e municípios a comprar e aplicar imunizantes caso a União não adquira doses suficientes para os grupos prioritários previstos.