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  • Herculano

DEPOIS DA REPERCUSSÃO NEGATIVA, KLEBER QUER QUE GESTÃO DO HOSPITAL RECONTEXTUALIZE OS PRÓPRIOS DADOS

Atualizado: 21 de nov. de 2021



Sob os títulos "A POMBA E A SERPENTE I, II, III, IV e V" resumi na coluna homônima na edição impressa desta sexta-feira no jornal Cruzeiro do Vale, o mais antigo em circulação em Gaspar e Ilhota, o jogo de forças do poder de plantão contra a transparência dos dados administrativos, financeiros e clínicos do Hospital de Gaspar.


Escrevi nela que, um atento leitor do blog www.olhandoamare.com.br - o mais acessado, sem ferramentas de impulsionamento, sem lista automática de whatsapp, sem verbas públicas ou privadas, sem rabo preso, sem remuneração por "joinhas" no blog -, um lugar raro na cidade onde este assunto circula em detalhes ao público, ou seja, à doença crônica da falta de transparência do Hospital de Gaspar - observou-me o seguinte sobre a tática governamental que se arma desqualificar o vereador Amauri Bornhausen, PDT, em tese da Bancada do Amém (MDB, PSD, PP, PDT e PDSB): "manso como uma pomba, prudente como uma serpente", Matheus 10:16


Vamos adiante.


Depois da traulitada na sessão de duas semanas atrás - e pressentindo o cheiro de enxofre no ar que fez os representantes do governo mais "combatentes" se retirarem da Câmara para esvaziar o assunto do vereador Amauri - o governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, do vice Marcelo de Souza Brick, PSD, e da secretária de Saúde, Silvânia Jonoelo dos Santos, uma curiosa indicada para tocar a área e entendida em Bíblia, do presidente da Comissão Interventora, o presbítero Jorge Luiz Prucínio Pereira -, "prepararam-se" para desmoralizar Amauri na sessão desta semana. Ainda não deu certo.


Mas, qual foi a dúvida lançada no ar? Os dados usados para fundamentar seus questionamentos como "fiscal do povo", foram "mal interpretados" se não até "manipulados". Ora, tática velha e manjada. E essa conclusão só foi possível depois que o governo Kleber e seus "çábios" mandaram emissários para tentar calar o vereador na exposição qie vem fazendo e não conseguiram.


Como fracassaram no intento inicial - e que relatei aqui no blog em artigos anteriores -, na terça-feira com a senha e a marca do governo, o líder de Kleber, o experimentado e mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato, PP -, sem a habitual arrogância, mansamente ensaiou à humilhação e constrangimento, os quais poderão vir na sessão da próxima terça-feira.


Melato lançou dúvidas no uso dos dados oficiais, e por conseguinte, do propósito do próprio vereador que continuou a destrinchar as respostas que o Hospital ofereceu a ele, pedidas em dois requerimentos, e lá em agosto.


Afinal, Amauri deveria ser um aliado incondicional de Kleber, e estar ajoelhado - apesar de lhe faltarem as duas pernas - e seguir como um fantoche na Câmara, abrigado no puxadinho do Executivo. Amauri continuou na sua toada. Não recuou. E fez mais revelações todas já detalhadas aqui.

E por que é algo "manso como uma pomba, prudente como uma serpente"?


Porque à desqualificação dos dados como quer agora Kleber, Marcelo, Silvania, Jorge e Melato foram oferecidos pela própria gestão Hospital e passou, vejam só, pelo crivo censor do presidente da própria Comissão Interventora. Se viu, concordou. Se não viu, julgou que nada teria consequências. E teve. E correm atrás de um "conserto".


Se Amauri não se humilhou, quem vai a este papel é a própria gestora do Hospital. Ela está escalada para se explicar na Câmara e desmontar seus próprios números, colocando-os em um "novo contexto" ou explicar o que não se explica.


Também não custa lembrar de que estes dados crus estão todos integralizados no Siasus, Datasus e ministério da Saúde. Então, vão modificá-los lá só para atender e contar à nova narrativa do poder de plantão que quer desqualificar o questionamento de Amauri, feita em nome de parcela da sociedade que ele representa, esclarecendo-a? É isso?


Por outro lado, e para encerrar este comentário, porque certamente virão mais, dois pontos necessários:


É estranho que em assunto tão crucial para a comunidade, a imprensa daqui esteja ausente. Abro exceção à Rádio Comunitária Vila Nova, e Miro Sálvio; ela não tem acesso às verbas públicas. Talvez a partir de terça, quando a gestora aparecer com a sua versão oficial, "coincidentemente" a imprensa apareça para propagá-la, como sempre.


Esta mesma imprensa faz manchete neste tema só quando um seu, um parente seu experimenta o descaso, a dor e até a morte. Estranho, não é? E por quê? Porque antes veio a omissão que deixaria em alerta quem possui à obrigação de evitar todos esses transtornos ao parente, à comunidade e ao próprio Hospital. Tudo se esconde para não melhorar e tê-lo como referência. Insistem em deixá-lo como "casa" de doentes, descasos e dúvidas.


E finalmente, qual é a dificuldade de transformar a intervenção marota do Hospital de Gaspar iniciada no governo de Pedro Celso Zuchi, PT, na sua efetiva municipalização? Está-se com receio da fiscalização prevista em legislação e à obrigatória transparência do Orçamento?


Quem perde com esses desdobramentos sem oposição, observatório social e imprensa?


A cidade, o Hospital, a comunidade, mas principalmente, os doentes e os mais vulneráveis. São eles que dependem do poder público para as suas dores, sofrimentos e até esperanças de cura, ou atendimento decente.


Ainda bem que as observações de Amauri, além dele estar escudado em documentos e números oferecidos pelo próprio Hospital, a sua imunidade parlamentar o livra de questionamentos judiciais. Pois é assim, que o Hospital e a prefeitura tratam quem ousa levantar problemas de atendimento deficiente, as incoerências e dúvidas dele em público. Acorda, Gaspar!


TRAPICHE

De Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido, e até então o homem de Israel, sinalizou aos seus seguidores, que o PL é Centrão, mas não de direita e que não vai deixá-lo tomar conta.

Já escrevi. Esta eleição vai passar pela definição de Bolsonaro e seu "novo" discurso; agora é vidraça, pela desinteria do PSDB, pela possível sobrevida e aglutinação de Sérgio Fernando Moro, no nanico Podemos; bem como o PT vai lidar com a candidatura de seu dono eterno, Luiz Inácio Lula da Silva. O resto, hoje, ainda é periferia, incluindo Ciro Gomes, PDT.


E o que estas duas notas iniciais, afinal, tem a ver com Gaspar? Tudo! É que a definição do jogo nacional, pré-define às forças e as cartas do jogo estadual, incluindo os supostos candidatos daqui a deputado na nossa região.


O jogo que passava por ideologia, pode ser jogado com nomes que embute alguns fetiches dos eleitores e eleitoras, entre eles, o combate à corrupção e à impunidade, do toma lá dá cá, da injustiça que com a mesma lei, salva os poderosos se aplica com rigor aos comuns ou adversários.

Por enquanto, Gaspar não possui candidatos. O prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, ensaia na mídia local e regional, que ele a alimenta. Mas, ele não um candidato de Gaspar, e sim do povo evangélico neopentecostal. Então...

Aguarda-se por Bolsonaro para se distribuir as cartas desse jogo que vai terminar em outubro de 2022.