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  • Herculano

"CAGARAM" PARA NÓS, ACUSA ALIADO Á OMISSÃO E TRATAMENTO DA PREFEITURA EM AUDIÊNCIA DA CAUSA ANIMAL



O assunto é velho. Então, desculpem-me. É do dia dois de agosto. Mas, apenas peguei a deixa de algo que deixei passar. É que ele foi requentado na terça-feira passada com a expressão chula, mas certeira do título. Ela foi dita pelo vereador Giovano Borges, PSD, ex-presidente da Câmara e o único representante do partido onde está o próprio vice, Marcelo de Souza Brick.


Este mote retrata muito bem como esta aliança política do MDB, PSD, PP, PDT e PSDB foi feita unicamente para vencer. Nela, Brick foi fundamental para não se ter concorrência. Então falta-lhe capacidade resolutiva.


Esta aliança, no fundo está estruturada, unicamente, para se "manter unida" pelo empreguismo sem limites na prefeitura, empreguismo sustentado com dinheiro público. E mesmo assim, já está se desgastando, além de se mostrar improdutiva para sociedade. Ela até falseia nas causas que dão sensibilidade e votos, ao mesmo tempo que atiça às divisões entre os parceiros da suposta aliança


Vamos a um exemplo prático, que virou rotina.


Era uma audiência pública promovida e feita na Câmara de Vereadores. Era para se discutir Projeto de Lei 54/2021. Ele tratou, regulou e traz punições para os atos de abuso e maus-tratos a animais, entre eles, a realização neles de tatuagem e piercing. O coordenador foi vereador Giovano, por ser relator da matéria.


Estava na audiência gente como a presidente da Comissão dos Direitos dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Gaspar) e ex-presidente da Associação Gasparense de Proteção aos Animais (Agapa), Gabriela Sofia Dalsochio, o subcomandante da 3ª Companhia de Polícia Militar de Gaspar, o primeiro-tenente Brauner Justino Arcaro Filho, o presidente da Agapa, Rafael Araújo de Freitas, além de outro vereador, Cleverson Ferreira dos Santos, PP.


Mas quem não estava presente? Todos da prefeitura responsáveis por suposta aplicação da zoonoses ou indiretamente relacionados ao assunto que abordava o Projeto antes dele ir à votação na Câmara para submeter todos os gasparenses a ele.


O que significa isto? O que sempre escrevi aqui. A causa animal é algo pensado pelos políticos e pelos gestores públicos, como um problema a ser abraçado, mas só vira discurso com lágrimas de crocodilo e mote marqueteiro, só em tempo de eleições. Nem mais, nem menos.


E quando escrevo isso, principalmente perto e durante as campanhas eleitorais, essa gente se apresenta como cães raivosos prestes a lançarem seus dentes contra as minhas canelas e pescoço. Incrível! E não aprende. Se repete neste exemplos. Onde estavam os políticos que gargantearam durante a última campanha política defensores da causa animal nesta discussão?


O que aconteceu na audiência de dois de agosto se não tudo o que sempre escrevi e que mais uma vez lavou a minha alma?


A conclusão do vereador Giovano é a melhor expressão para essa hipocrisia entre nós. Tanto é, que cobrado na sessão, o líder do governo, experimentado e mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato, teve que colocar o rabo entre as pernas e admitir que "gente responsável" - responsável? -, no mínimo, agia irresponsavelmente.


Este, aliás, como venho acentuando aqui, é o retrato de um governo e que vive da marquetagem intencional, paga, impulsionada nas redes sociais. Ninguém da secretaria de Agricultura e Aquicultura, da Saúde (vigilância sanitária que empresta até seus carros para eventos esportivos), do gabinete do Prefeito...


"É lamentável. É desagradável. É constrangedor", disse Melato no horário da liderança sobre as queixas de Giovano e que é da base governista e sobre à ausências dos técnicos e gestores não terem ao menos fingidos interesses e comparecido à dita audiência. "Não contem comigo para proteger comissionados", disse ele, referindo-se a quem deveria estar lá e mostrando o que o governo Kleber faz ou fará neste ambiente da proteção animal.


Para encerrar.


Será que Melato mudou ou apenas encenou mais uma vez? Mandou algum recado? Porque no caso de gente abandonada, como contei no artigo UM GOVERNO A FAVOR DOS SEUS POLÍTICOS E CONTRA AS SOLUÇÕES COMUNS AOS PROBLEMAS DA CIDADE E CIDADÃOS, Melato preferiu fingir que os seus comissionados não são culpados pelo colapso que arrepia quem passa, mora ou possui comércio no Centro e adjacências. Cada coisa! Acorda, Gaspar!