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  • Herculano

CÂMARA RECOMEÇA OS TRABALHOS E SE "DESCOBRE" QUE A CIDADE CONTINUA COM OS MESMOS PROBLEMAS DE SEMPRE

Depois de quase 60 dias sem sessão - mas com todos ganhando - a Câmara de Gaspar recomeçou os seus trabalhos só esta semana. E o melhor fiscal da administração de Kleber Edson Wan Dall, MDB e Marcelo de Souza Brick, PSC, por incrível que pareça, mais uma vez, está na sua própria base: ou seja, Bancada do Amém, composta por onze dos 13 vereadores (MDB, PSD, PP, PDT e PSDB) tem em Amauri Bornhausen, PDT, a reza destoante deste Amém.


Resumindo, Amauri não está se ajoelhando nem fisicamente porque não pode, nem politicamente, porque preferiu cumprir o papel de vereador pela cidade do que ser da turma que esconde os problemas para se dar bem no governo.


Eu encerrei o ano passado com as falas contundentes e elucidativas em vídeo Amauri um funcionário público municipal, amputado das duas pernas e que começou a se familiarizar com as próteses que quer usá-las.


Se terminei, vejam só, estou começando com ele neste 2022. No ano passado ele deu luz e show naquilo que é o sumidouro de dinheiro público e bom, o Hospital de Gaspar. Mesmo mudando de tema neste ano, na primeira sessão, novamente, show e contundência. Deixou nu uma gestão e um candidato a cata de votos pela cidade para as eleições deste ano.


Ainda bem que o prefeito Kleber quebrou o protocolo e não foi fazer o seu tradicional discurso ao povo e aos políticos no primeiro dia de trabalho da Câmara de Gaspar. Seria surpreendido. Não pelo Dionísio Luiz Bertoldi, PT, ou por quem diz não ser de situação e nem de oposição, Alexsandro Bunier, PL, mas pela sua própria base.


E não só Amauri, mas nas entrelinhas das indicações e até mesmo nas queixas de Mara Lúcia Xavier da Costa dos Santos, PP. Ouça abaixo a participação do vereador Amauri na sessão. É auto-explicativo.


O mato toma conta dos passeios, das ruas e das praças, como o do bairro Santa Teresina, para onde o vereador queria destinar uma verba de R$200 mil em emenda parlamentar. Foi convencido a não fazer isso pelo próprio prefeito, pois segundo Kleber, havia dinheiro suficiente no tal projeto "Lazer em Foco", tocado por Roni Jean Muller, da Fundação Municipal de Esporte e Lazer.


Não tinha. Tanto que Ciro André Quintino, MDB, acaba de anunciar que esses recursos estão vindos de Brasília via deputado que tem Ciro como cabo eleitoral por aqui, Carlos Chiodini. Ou seja, a ordem dos "çabios" que cercam Kleber é acabar com Amauri só porque ele defende a cidade, os cidadãos e cidadãos, e não o governo quando erra. A velha vingança manjada de quem se apresenta como santo.


E o que falar da drenagem onde corria água das chuvas na Rua Oriente, no Sete de Setembro, e agora corre puro esgoto, canalizado para o Rio Itajaí Açú e tudo sob a chancela do Samae de Gaspar que até hoje contra a saúde das pessoas não implantou um centímetro de coleta para tratamento de esgotos na cidade apesar do marco legal aprovado, projetos prontos há anos e um TAC assinado com o Ministério Público?


Então, Amauri é quem exagera na sua sinceridade, ou essa mesma sinceridade que vem da população que ele representa, deveria o governo Kleber agradecê-lo, exatamente naquilo que falha com a sua turma paga para fiscalizar e dar soluções à cidade?


E NÃO É SÓ AMAURI


Pedindo desculpas, não se sabe exatamente a quem, mas livrando a titular da pasta da Saúde, Silvania Jonoelo dos Santos, de culpa, uma curiosa no assunto, a vereadora Mara Lúcia Xavier da Costa dos Santos, uma técnica de enfermagem, pediu na mesma sessão inaugurativa para "ao menos se zerar à longa fila de espera por exames laboratoriais", dar agilidade às demandas de cirurgias e criar mecanismos para a vacinação e que não obrigue o trabalhador, a trabalhadora a ter acesso as vacinas a horários restritos no sistema público de Gaspar como é hoje. Meu Deus!


E aí arremato neste assunto com Alexsandro. Segundo ele, já falou várias vezes com a secretária sobre o mesmo assunto, e pelas queixas, ainda não foi ouvido, apesar da obviedade a todos os gasparenses.


É que a vacinação só se faz por um período. Alexsandro entende, que deveria haver alternância de períodos para que trabalhadores de outros horários fossem contemplados e imunizados. A outra sugestão dele, é que aos sábados também houvesse vacinação, ainda mais diante de tantas mortes por Covid neste ano por aqui: até ontem, só oito neste ano e 203 no total.


E tudo isso acontece às vésperas de uma eleição geral, onde o prefeito é pré-candidato a deputado estadual. Mas, com esses erros crassos contra seus próprios eleitores, eleitoras e apoiadores e os que os alertam para melhorar a sua imagem são considerados infiéis e adversários? Beira ao inacreditável! Acorda, Gaspar!





TRAPICHE


Da esquerda para a direita Adilson com Thiago, Zuchi e Douglas


Aproveitando a estada do secretário de Infraestrutura e Mobilidade de Santa Catarina, Thiago Augusto Vieira, em Gaspar, nesta semana quando veio discutir com autoridades e empresários na Acig, a duplicação da rodovia entre Gaspar e Brusque, o ex-prefeito Adilson Luiz Schmitt, sem partido, e lhe entregou a defesa da ideia de revitalização das Vias Intermunicipais que ele elaborou e nunca saiu do papel. Elas ligam Gaspar a Blumenau.


Como estava lá o deputado Pedro Celso Zuchi, PT, também fez a entrega de uma cópia dos detalhes gráficos desta ideia. Igualmente deixou um exemplar com o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB. A Ampe, oficialmente por seu presidente, Douglas Junkes, recepcionou igual documento.


Esta semana, houve o desfecho de uma surda guerra santa interna. Na Igreja Assembleia de Deus em Santa Catarina, o atual prefeito de fato de Gaspar e deputado estadual Ismael dos Santos, PSD, desbancou a deputada Federal Giovânia de Sá, PSDB, de Criciúma, que quer se reeleger. Ismael se tornou o nome oficial da Igreja na candidatura à Câmara Federal.


Igualmente o prefeito eleito de Gaspar, Kleber Edson Wan Dall, MDB, foi ungido oficialmente como candidato dos templos. A Igreja também apadrinhou outros dois pré-candidatos: o vice-prefeito de Camboriú, Júnior Cardoso, PL, e o vereador Adilson Girardi, (MDB), de Joinville.


Resumindo: Kleber não será candidato dos gasparenses, mas da Igreja Assembleia de Deus. Os que articulam a candidatura de Kleber, acreditam que esta oficialização, quebra a resistência que há ao nome dele dentro do próprio MDB catarinense. Ele não estava ainda na lista dos que receberiam as "bençãos" do partido.


Por outro lado, o MDB sabe muito bem que precisa de votos para a legenda para perdurar como um protagonista na Assembleia Legistiva onde vem fazendo barba, cabelo e bigode na sustentabilidade do governo de Carlos Moisés da Silva, sem partido, e que foi levado a dois impeachments e uma CPI.


Mesmo Kleber não se elegendo deputado, o simples fato dele ter apoio de uma denominação neo-petencostal espalhada e articulada no estado, que promete fidelidade e votos, esta mistura de religião será bem-vinda ao mundo político.


Há quase que uma certeza na bancada estadual do MDB, que o governador Carlos Moisés da Silva, sem partido, vai se filiar ao MDB, e concorrer a eleição por ele. E isto está incomodando os que mandam e articulam no partido na sua cúpula. Hoje terá um desfecho das prévias.


Depois do escândalo propositadamente reavivado nos últimos instantes de campanha contra o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Aleixo Lunelli, uma nova jogada feita pela bancada do MDB na Alesc, defende Moisés no partido como candidato.


E para isso, como uma carta na manga para abrir negociações, ela está inscrevendo e de forma inesperada, Valdir Colbachini, como pré-candidato a governador nas prévias do partido. Nos bastidores, sabe-se que esse movimento é só para guardar vaga para Moisés no partido. Estão inscritos para concorrer a indicação de governador pelo partido, Dário Berger, Cobalchini, Antídio e o advogado Paulo César rodrigues, de Laguna.


O MDB de Gaspar está mais uma vez na contramão neste jogo político. O presidente local, Carlos Roberto Pereira, tem predileção pelo senador Dário Berger, que está mais para sair do MDB se ele não for o escolhido. O presidente de honra, Osvaldo Schneider, o Paca, ex-prefeito, apostava todas as fichas em Antídio, que ficou sem uma perna nesta corrida.. E Kleber, queria que o governador Moisés fosse tirado do poder e se ele voltar ao jogo pelo MDB, terá que puxar votos para Moisés. Nada como um dia após o outro.


Para o ex-líder do governo Kleber Edson Wan Dall, MDB, o mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato, PP, o Belchior continua sendo um bairro de Gaspar. E não um Distrito. Ao menos nos discursos na Câmara.


Quem está uma arara é o primeiro suplente de vereador do MDB, Norberto dos Santos, o Betinho (634 votos). Ele acha que o partido e os "çabios" do poder de plantão estão lhe enrolando na vaga de vereador que acertou e lhe prometeram. Ele não quer assumir nas férias de ninguém. Quer a vaga definitiva, ou ao menos, um ano de mandato.


Uma prova de que se precisa duplicar a Rodovia Gaspar a Brusque: o estado lastimável da Avenida Frei Godofredo no trecho municipalizado tem transformado a vida dos motoristas e motociclistas em um inferno. Começou o reparo, mas a durabilidade dele será, como sempre, por pouco tempo.


Desmascarado. No calor do debate de quarta-feira na Acig, descobriu-se que o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, sequer fez um projeto para a revitalização da Avenida Francisco Mastella e o apresentou ao governo do estado.


Quem fez o projeto, por iniciativa própria, vendo a oportunidade passar, foi a própria equipe do governador Carlos Moisés da Silva, sem partido, quem disse isso, de viva voz, na frente de Kleber e dos empresários, foi o secretário de Infraestrutura e Mobilidade, Thiago Augusto Vieira.


E olha que se podia ter apresentado um projeto de duplicação. Agora, vai se ter um recapeamento e pequenas melhorias. Esta é mais uma falha de representação do atual governo. Não abre portas, não dialoga, não dá "pernas" ao papel, não enxerga o futuro.


Este é um exemplo de desperdício e má gestão. Há dias, no sanitário do Samae de Gaspar, a água é permanente nos mictórios. O Samae não paga água e também não dá exemplo. como exigir dos outros, seus consumidores? Acorda, Gaspar!