Buscar
  • Herculano

BURNIER FOI O ÚNICO ELEITO QUE TEVE SUAS CONTAS REJEITADAS

Prefeito, vice e oito dos 13 vereadores de Gaspar tiveram suas contas de campanha aprovadas, mas com ressalvas. A chapa de Kleber e o experimentado vereador Ciro, ainda lidam com outras denúncias na Justiça Eleitoral. Elas tentam impor sanções por supostas irregularidades, incluindo a perda do mandato.





Começo este artigo de forma diferente: esclarecendo meus leitores e leitoras.


Este assunto - o da prestação de contas dos candidatos eleitos - está à disposição da imprensa gasparense (e de qualquer cidadão, no modelo de Transparência da Justiça Eleitoral). A imprensa sabe disso e até dos desfechos dos julgadores.


Então por quê ela não trabalha e os divulga?


Por preguiça, medo de provocar "inimizades" no grotão onde todos se encontram e são cobrados, constrangidos e vingados, ou principalmente, para não "incomodar" os poderosos de plantão e não ser chantageada nas migalhas de verbas públicas a que tem direito na relação comercial entre o público e o privado. Simples assim!


Dessa forma, a imprensa - não só local, mas regional, a que não se interessa por Gaspar, e que o poder de plantão a usa para contar vantagens e projetar seus políticos e já olhaando o cenário de 2022- omite as informações relevantes dos nossos políticos e gestores públicos aos seus ouvintes, telespectadores e leitores.


Perde audiência - mas não perde os "amigos poderosos de plantão" - e a credibilidade para as redes sociais; e reclama, choraminga, arruma culpados...


Os políticos, por sua vez, sabendo da "proteção" e do "domínio" que tem da e sobre a imprensa, comemoram a "força" e "controle" deles contra à liberdade de expressão - e simples informação - que amordaçam e ao mesmo, fazem-na "propulsora" de "press-release" de meias-verdade, propagandas, vaidades e temas que os consideram "do bem" - sob a ótica deles, é claro - para mantê-los, perpetuamente, no poder. Também simples, assim!


Entretanto, entre os próprios políticos, os que querem longe da imprensa as notícias que lhes desfavorecem, comentam tudo entre eles.


Essas informações que embasam seus comentários, na maioria dos casos, são frutos dos seus próprios erros e do assessoramento de incapazes que se cercam atrás dos votos fáceis e de cabresto. Mais. Parte dos que os cercam, sabem de tudo e em detalhes. Só a população, a que paga os pesados impostos para sustentar este modelo político-administrativo, ou é representada por esses políticos, continua alienada, manipulada, enganada...


Vamos aos fatos.


As contas de campanha eleitoral de 2020 do novato Alexsandro Bunier, PL, estão desaprovadas no parecer conclusivo da Justiça Eleitoral, do juiz eleitoral da 64ª Zona eleitoral, Clóvis Marcelino dos Santos, após análise e aval do promotor eleitoral substituto, Marcionei Mendes.


E foi pelo conjunto da obra e que não pode ser sanado na análise técnica da Justiça Eleitoral


Cabem recursos e eles já estão em curso.


Entre as irregularidades estão a que extrapolou em R$439,06 os recursos próprios que candidato poderia colocar na sua campanha; mas principalmente, apenas R$230,00 do Fundo Partidário e que não transitou por conta específica. Grave! Contudo, o baixo valor - já invocado e não aceit. E é ainda este baixíssimo valor e a prova de que não foi de má fé que poderá salvá-lo do mal maior. Fica a lição. É preciso se assessorar melhor.


As prestações de contas do prefeito e vice ( Kleber Edson Wan Dall, MDB, e Marcelo de Souza Brick, PSD), bem como as dos vereadores Dionísio Luiz Bertoldi, PT; Cleverson Ferreira dos Santos, PP; Franciele Daiane Back, PSDB; bem como Ciro André Quintino, José Carlos de Carvalho Júnior, Francisco Hostins Júnior e Zilma Mônica Sansão Benevenutti, todos do MDB, todas foram aprovadas, mas com ressalvas. Também fica a mesma lição.


O QUE PEGA AINDA?


Porém, duas ações movidas pela Rádio Comunitária Vila Nova FM - a que não recebe verbas do poder público -, estão pendente de julgamento final na Justiça Eleitoral de Gaspar. Elas ainda complicam a vida de Kleber, Marcelo e de Ciro. Estas ações, por motivos diferentes pedem punições aos diplomados, incluindo a perda dos seus mandatos. Todos bem quietinhos.


No caso do prefeito entre outras, está o comício no sistema drive-in e que ele e sua turma fizeram na reta final de campanha, em terreno particular, mas fruto de obra que a prefeitura estruturou no acesso via o chamado Anel de Contorno, supostamente com uso de verbas públicas, incluindo as federais.


A defesa dos candidatos que a Justiça Eleitoral analisa, desconstrói esta alegação ( e outras na área de comunicação).


Já no caso de Ciro se refere a gastos no Facebook e que não teriam sido declarados totalmente na prestação de contas - e já aprovadas com ressalvas - bem como à omissão de um veículo Amrok VW, na lista de bens do candidato. Como no caso de Kleber e Marcelo, Ciro está desconstituindo às imputações contra ele.


E para encerrar e pensar. Como falava o ex-primeiro ministro brasileiro Tancredo de Almeida Neves, "a esperteza quando é demais, ela come o dono". Acorda, Gaspar!



Os três casos mais complicados nas fotos da esquerda para a direita: a rejeição das conas de campanha de Burnier, e as ações ainda pendentes da Rádio Vila Nova contra os mandatos de Ciro e da chapa majoritária de Kleber e Marcelo.