Buscar
  • Herculano

AULAS NÃO PODEM. BAILÃO, SIM!

Gaspar é mesmo diferente. Estamos há um ano sem aulas e creches - para trabalhadores e desempregadas - na rede municipal. São decretos daqui e de lá de Florianópolis que se completam na proibição, interdição e restrições. Discutível.


No primeiro mundo, a visão é e a prática foram completamente diferentes. Não de Gaspar e Ilhota, mas do Brasil. É a prova que precisamos evoluir. As nossas crianças em Gaspar que já vinham de um Ideb indecoroso por gestão temerária na área. Ficaram - em tese -, ainda piores em casa, mesmo que "assistidas", remotamente.


Mas, o Bailão Domigueiro do Tonho do Alvorada, pode e começou hoje, com promoção no Facebook e tudo. Vai quem quer e quem acha que está livre de contrair a pandemia, mas principalmente de transmiti-lo em casa aos seus. Entre as atrações, um café com cuca para distrair os "dançarinos".


Parece que por aqui, todos já foram vacinados contra a Covid-19 nas duas doses, principalmente os mais idosos. Aliás, as 340 doses da vacina do Butantan que se recebeu, não se sabe até agora quem foi agraciado. Bem como para as 270 doses da Fiocruz.


Um segredo absoluto até o presente e contra a necessária transparência. Coisa dos políticos na gestão pública. Coisas de Gaspar, de Ilhota...


Retomo. O que não se entende são duas coisas.


Como a chamada para o Bailão Domingueiro do Alvorada aconteceu tão abertamente aos olhos das autoridades? E como se trabalha nos bastidores - político e de gente que se acha influente - para que ninguém escreva na imprensa, ou nas mesmas redes sociais que promoveu o evento? Não estava liberado? Um contrassenso.


É um tal de apagar o que está gravado nas redes sociais como se diminuísse à culpa dos promotores de lucrativo evento e incriminasse quem denúncia esse tipo de incoerência.


O ensinamento das mortes decorrentes das aglomerações, reuniões, visitas, comícios e comilanças na campanha eleitoral por aqui, não serviu para nada, como já demonstrei em artigo publicado aqui em 11 de janeiro.


Todos os políticos estão de nariz torcidos, apesar dos números e estatísticas, os quais não podem ser mudados.


E para encerrar mais este atestado de incoerência comunitária e das autoridades locais. Desde sexta-feira somos 76 almas perdidas para a doença em Gaspar (nove em Ilhota). Número que não se alterou ontem e neste domingo, em ambos os municípios, segundo a secretaria da Saúde do governo do Estado.


Depois da onda da campanha eleitoral, a anunciada do pré, Natal e Ano Novo e que aconteceu em outras regiões, por aqui não chegou. Será que virá a dos bailões? Acorda, Gaspar!