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  • Herculano

AULAS EM GASPAR "COMEÇAM" COM QUATRO VÍRUS "VACINÁVEIS". PARTE II



Patética - sob todos os aspectos - aquela abertura oficial do ano eletivo em 2021 em Gaspar. Gente "çabia". Displicente e se achando, o novo secretário - que não conhece o que vai gerenciar -, sequer se deu ao trabalho de se preparar para conquistar uma classe que está desconfiada da sua capacidade de liderar.


Estavam lá na mesa mal arrumada, políticos e curiosos no assunto (foto acima). A única educadora ali, representava os políticos para onde ela se bandeou depois de fracassar no seu ofício na secretaria. Falou-se para todos, menos para os professores que diante do inusitado criado na área pela pandemia, continuam inseguros e no modo aprendizado. Resumindo: estão sem líder!


E o que foi nomeado secretário de Educação de Gaspar, Emerson Antunes, em nome de um projeto político para a eleição de 2022, é um curioso no assunto. Jornalista de formação, habituado a microfones, sentiu-se dono dele e gastou nove minutos de péssimo improviso, para ao fim dele concluir que, "aos que vierem (sic) com perguntas [a secretaria, ou a ele], sairão com mais questionamentos". Épracabar!


Eu exagero?


Está gravado e até disponível no Youtube. Deviam é mandar apagar aquilo para passar menos vergonha e me retirar da razão, como querem e se contorcem nos pedidos que fazem aos sabidos de plantão para me levar ao vexame, mais uma vez.


Emerson começou mal, ou sinalizou, como verdadeiramente vai tratar o emburrecimento das nossas crianças e adolescentes.


Ao saudar a professora e ex-secretária Zilma Mônica Sansão Benevenutti, agora uma vereadora do MDB, e no ato representava oficialmente à Câmara, o novo secretário garantiu que tinha muito a aprender com ela, e principalmente, com o legado dela na secretaria e na educação gasparense.


E quais são os principais legados de Zilma? Quatro perigosos vírus. Todos contra o futuro de vulneráveis, repito, vulneráveis, os quais dependem exclusivamente da escola pública e de gente que os trate como vidas a serem construídas.


A saber:


O primeiro vírus é a indecorosa queda do Ideb sob a administração da secretária. Pode até ser culpa individual, como ela própria alega por ai. Mas, foi Zilma que permitiu que o individual se tornasse um retrato coletivo e contra ela.


E qual o seu segundo vírus? Inércia diante da nova realidade imposta pela Covid-19 ao ambiente da escola tradicional, exatamente porque Zilma não atualizou, ou avançou ao método tradicional. E tudo piora quando ela veio a público na abertura da Câmara na terça-feira passada, confessar e agradecer ao prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, o maciço apoio que teve para a sua secretaria. Nada valeu!


Qual o terceiro vírus e que Emerson o qualifica como legado? Abrir vagas em creches cortando pela metade - com ajuda do Ministério Público sob a proteção da legislação - do tempo de permanência das crianças de trabalhadoras e mulheres em busca de trabalho. Mais. Zilma não discutiu e implantou o contraturno, muito menos a escola em turno integral. Um retrocesso!


E qual o quarto vírus de Zilma contra educação e que Emerson ensaia repetir, ao menos no discurso de estreia? Fazer da secretaria um trampolim para a sua eleição a vereadora. Emerson é um fiel colocado em área estratégica para a eleição de 2022, e em favor do seu amigo e padrinho político em cargos comissionados, o deputado Ismael dos Santos, PSD.


Aquela mesa feita exclusivamente de curiosos e políticos na abertura do ano letivo gasparense diz muito, e quase tudo, contra os alunos, pais e professores.


Não é a toa que o novo secretário de Educação de Gaspar centrou a sua fala para a família [dos alunato], a principal ausente da transmissão, elaborada para o público interno da secretaria. Impressionante à falta de foco!


Lá - substituído todos aqueles políticos sem noção - devia estar um profissional da área da educação, com senso de inovação para motivar, mostrar caminhos, atualizar e dignificar a profissão de educador e educadora nestes tempos tão sombrios, em que substitui pautas do conhecimento por de costumes, a tal ponto de se admitir - diante de tantas provas materiais e físicas -, que a terra é plana.


Mas, há uma luz no final do túnel. Foi a única e fora do contexto do improviso mal construído do secretário Emerson Antunes. Contudo, ela é um alento: "a pandemia não pode ser uma desculpa para se oferecer menos nas escolas". Amém. Acorda, Gaspar!



CDI Dorvalina Fachini, no bairro Sete, é um dos - quase todos - equipamentos municipais comprometidos na zeladoria, apesar de se ter um ano inteiro para manutenção e eventual recuperação