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  • Herculano

ANOTA E COBRE DO POLÍTICO KLEBER: DISSE QUE NÃO SAIRÁ DO MDB E NÃO SABE SE SERÁ CANDIDATO A DEPUTADO


Este blog não tem patrocínio de governo, nem de qualquer político, nem de particulares com interesses imediatos na política local e regional. Então, possui independência naquilo que publica e fontes confiáveis.


Por causa disso, os políticos, mídia e espertos - de todos os matizes ideológicos, daqui e de fora - estão perdendo de goleada, e há anos, para este espaço.


Por causa disso, o blog possui uma audiência auditável invejável e credibilidade. E é isto que, muitas vezes, fundamenta o constrangimento, a perseguição e descrédito a que é submetido, só por não se dobrar aos interesses dessa gente descomprometida com a comunidade, resultados e transparência no ambiente público tocado com o dinheiro de todos nós vindos dos pesados impostos, e mal aplicados em favor da comunidade.


O tempo é o senhor da razão e esses manipuladores de interesses políticos e particulares, viram e mexem, lavam a minha alma. Faço sempre questão de repetir e registrar esses gols e eles ficam ainda mais emputecidos. Jogam sempre com a falta de memória, ou o medo que impõem ao povo, aos correligionários, aos dependentes de tetas públicas.


Na terça-feira, dia três de agosto, fiz esta manchete KLEBER TROCOU O FOCO. A PRIORIDADE NÃO É MAIS A GESTÃO FALHA, MAS SE VIABILIZAR CANDIDATO EM 2022


O que era segredo, mas nem tão segredo assim, tornou-se público por aqui.


Mais, na mesmo comentário, informei que o prefeito Kleber Edson Wan Dall estaria saindo do MDB onde sempre esteve. Estaria indo para o PSD para ser candidato a deputado estadual, num projeto que envolve a Igreja neo-pentecostal onde é um fiel, muito mais do que à fidelidade que diz ter ao partido que o elegeu vereador e prefeito.


Tudo para fazer dobradinha com o deputado estadual e evangélico pentecostal, Ismael do Santos, PSD, de Blumenau. O blumenauense quer ir à vaga a Federal. Ismael - que se recupera de uma cirurgia abdominal -, é quem dá as cartas no PSD de Gaspar. Até colocou um curioso na secretaria de Educação, o jornalista Emerson Antunes, especialista em empregos comissionados e de falar bobagens contra o ensino público, a que está obrigado a produzir resultados para gente pobre e vulnerável.


O JOGO


Expliquei, no mesmo artigo de terça-feira, que a dobradinha de Kleber com Ismael e os evangélicos era uma forma de estadualizar o nome de Kleber. Pois com os votos de Gaspar e da região onde tem uma apagada atuação e liderança, Kleber não conseguiria ir muito longe. Só Francisco Mastella, PSC, foi eleito tendo Gaspar como base, mas com os votos de fora.


Isto sem contar que Kleber pode ter concorrentes a deputado estadual aqui mesmo em Gaspar. O PT ensaia o seu: João Pedro Sansão e por fora, também corre o engenheiro Rodrigo Boeing Althoff, se ele sair do PL.


Encurtando a conversa: o artigo da terça-feira foi bafafá da semana. Só foi aqui, porque outros NÃO PODEM dar tal notícia em primeira mão das armações ilimitadas dos bastidores e do poder de plantão. Contraria interesses dos poderosos. correm riscos sérios de perderem as verbinhas. Simples assim.


E a partir de então, o que era entre poucos, tomou conta da cidade. Mostrei como essa gente luta contra os fatos e trata os cidadãos e cidadãs como tolos.


ATO I


No sábado dia 24 de julho, na inauguração comício daquele trechinho dois do Anel de Contorno e que sem chuvas, já está se rachando e ondulando, um empreendedor que não tem nada a ver com a cidade, "do nada" e fora de contexto, "lançou" Kleber a deputado estadual.


Do nada? Conta outra Herculano.


Claro que não foi do nada o "lançamento" no discurso do empreendedor convidado. Foi um balão ensaiado para poucos com grana e mando na cidade, especialmente reunidos ali por Kleber. Já escrevi sobre isso. Aquele ato de obra sob sérias dúvidas não foi uma inauguração de algo necessária, mas muito malfeita e que no mínimo deveria ter nascido com pista dupla, se houvesse uma preocupação real com o futuro da cidade. Aquilo foi um pretexto para um comício.


Como a imprensa local - e regional - não dá bola, não repercute o que está explícito, muito menos o que está nas entrelinhas, o recado ficaria, como sempre, entre poucos. E só não ficou, porque eu puxei o rosário na segunda-feira, dia 26, para a cidade inteira saber da reza. Fui excomungado.


Excomungado? Só acelerei o pânico na coligação de Kleber, o que se lançou publicamente dois dias antes por um porta-voz escolhido. Tolinhos.


Na terça-feira, dia 27, o site do jornal Cruzeiro do Vale, dá a notícia da possível candidatura como nova, quando os aplicativos de mensagens e redes sociais replicavam o meu comentário à cântaros e fazia horas. No poder de plantão todos em silêncio para a plateia, mas internamente havia movimentação frenética. E depois dizem que eu sou desprezível naquilo que me comunico com a cidade. Bobinhos!


ATO II


Ter pretensões a ser candidato, é um anseio legítimo de qualquer cidadão, ainda mais ele sendo político e que faz disso uma profissão, uma forma de sobreviver e sustentar à família, como é o caso de Kleber. Nada a se discutir.


Até então, todos pensavam que o interesse de Kleber se daria naturalmente pelo seu MDB. Que nada!


Na terça-feira, dia três, com a manchete aqui, mostrei, que fora da agenda - que aliás nunca é conhecida num governo que se diz transparente - Kleber foi a Chapecó com seu chefe de gabinete, o presbítero Jorge Luiz Prucino Pereira, PSDB. Foi fazer política. E com o PSD de João Rodrigues, o cacique do Oeste e de alguma forma, do próprio partido.


Resultado? O MDB, com os vereadores, com o presidente de honra e outros, reuniu-se emergencialmente num escritório de advocacia para avaliar o que se pronunciou na inauguração do trechinho dois do Anel de Contorno, o que se publicou aqui, o que Kleber foi fazer em Chapecó, e as consequência de tudo isso. E eu olhando a maré. Tontos!


Na quarta-feira depois de uma longa conversa que adentrou à noite no gabinete do prefeito, o presidente do MDB, o prefeito de fato - domínio que incomoda a família Wan Dall e especialmente a mulher de Kleber, Leila -, o secretário de Fazenda e Gestão Administrativa, Carlos Roberto Pereira, disseram nas redes sociais e aplicativos de mensagens que tinham "acertaram", os ponteiros e uma trégua neste assunto. Meia boca: um discurso em público, a lavação de roupa às escondidas.


Parte das cartas deste jogo complicado entre poderosos e interesses foram para a mesa. A consequência disso é que deverá haver uma recomposição de forças dentro da coligação que elegeu Kleber (MDB, PSD, PP, PDT e PSDB). Vai haver dança das cadeiras. E já começou, na verdade. E o prefeito de fato e presidente do MDB, deverá perder algumas indicações em postos chaves, para não perder os seus dedos.


Supostamente, Kleber terá mais voz ativa.


O DESCONFORTO


Na segunda-feira da semana passada, dia dois de agosto, - sabendo desse movimento ensaiado e explicitado no sábado anterior quando da inauguração do trechinho dois do Anel de Contorno -, o próprio presidente do MDB, na reunião mensal do partido na Sociedade Alvorada, fez um discurso fora da curva habitual.


Nele conteve à arrogância natural dele como se o mundo girasse em torno dele e à habitual euforia. Pediu união - pois dentro do próprio MDB de Gaspar há correntes divergentes - de todos os correligionários para as possíveis trovoadas que estavam a caminho.


Como se vê ela veio na terça, na quarta, na.... Se passou, ninguém sabe. Kleber - como parte da trégua e do clarão em meio a tempestade - foi a rádio dizer que só em abril do ano que se saberá o resultado da trégua, da tempestade e do tipo de bonanza que está se construindo.


Na quinta-feira passada, como consequência de tudo isso, e noutra ação armada depois desse desacertos, acertos, acomodações e fingimentos, Kleber apareceu na rádio 89,7 FM para uma entrevista. Negou tudo, até às evidências. No fundo deixou tudo em aberto e até abril. É o prazo final pela atual legislação eleitoral para se decidir pela candidatura a deputado e iniciar o processo de enquadramento do seu grupo de apoio.


O Joel Reinert, apresentador e dono da rádio, pediu até desculpa ao prefeito para fazer a pergunta combinada. Meu Deus!


Aqui em Gaspar é assim, quando não há entrevista sem perguntas, há as com perguntas combinadas onde se levanta a bola para o respondedor chutar e enrolar à audiência, com direito a pedido prévio de desculpas do perguntador.


Este blog não passa este tipo de recibo, apesar do chororô dos que manobram nos bastidores da política e do poder de plantão para que eu esconda tudo isso.


O blog vai esperar, mais uma vez, pelo tempo que é o senhor da razão para lavar a alma mais uma vez com os que agora estão obrigados a servirem de papagaios do poder de plantão. Aqui Kleber e sua turma não vieram se explicar. Eles sabem que não possuem explicações. E não conseguem me enrolar para enganar os meus leitores e leitoras. Acorda, Gaspar!