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  • Herculano

ANHAIA MENTE OU BRINCA COM A VERDADE. EXPÕE CADA VEZ MAIS ERROS DO "VALE MARMITA" QUE TENTOU CRIAR


Prestem bem atenção neste áudio de autoria do presidente da Câmara, Francisco Solano Anhaia, MDB, e que seus colegas o chamam de Chico. Ele é de uma entrevista que ele concedeu para a Gil Dias, da rádio Sentinela do Vale. Manipulação.


São reveladoras porque informa e distorce.


Como um ilusionista, Anhaia mente aos desinformados e ainda coloca em maus lençóis, colegas vereadores. Se ele, não mente, ele no mínimo, brinca com a verdade, a que o moveu a este passo em falso para ele, a Câmara, o MDB e o candidato Kleber Edson Wan Dall, MDB, motivo de tão rápido recuo na tentativa de se criar para os vereadores de Gaspar o tal "Vale Marmita"


Vamos destrinchar este áudio?


Anhaia diz que a intenção e o esboço do Projeto do "Vale Marmita" estavam prontos desde o ano passado, inclusive tendo passado por consultas ao Tribunal de Contas do Estado. Ele apenas deu seguimento.


E essa ideia só não foi adiante, porque diante da crise sanitária da Covid-19, o presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido, impediu por lei, a criação de novos penduricalhos na administração pública, enquanto o povo passava por necessidades.


Quem teve a ideia, esboçou o projeto e dirigia a Casa no ano passado? Ciro André Quintino, MDB, o campeão de diárias, o político profissional e que depende da política para viver. Bingo. Isso já havia escrito. Anhaia confirmou.


Anhaia poupou o vereador José Hilário Melato, PP, o mais longevo deles, o que peitou as vozes divergentes da comunidade no passado, e com jeitinho, foi até agora, o maior criador de penduricalhos, dentro da Câmara de Gaspar, quando na presidência, além de ampliar o número de vagas de onze para 13 vereadores. Lembram disso?


Anhaia lavou a minha alma mais uma vez. Nada como um dia após o outro.


Foi Melato, por exemplo, no tempo do governo petista da Pedro Celso Zuchi, quem quebrou o acordo que daria a presidência da Câmara a Andreia Simone Zimmermann Nagel, então no PSDB, hoje primeira suplente no PL.


Foi Melato numa tentativa de lavar as mãos e não se comprometer em um novo acordo já na era Kleber, que deu a presidência da Casa numa virada de mesa em 2018, ao médico e ex-vereador Silvio Cleffi, eleito, no PSC. Kleber ganhou de "presente" com esse erro, quase um ano de minoria na Câmara e de quebra fez um acordo com o seu mais ferrenho opositor Roberto Procópio de Souza, PDT, para se tornar seu aliado.


Retomo ao áudio.


Anhaia, o Chico, jura que houve consenso com todos os 13 vereadores. Anhaia até pode ter falado com todos os 13 vereadores sobre este assunto, mas pelo menos um, jura que desde o início não concordou com a proposta e o projeto. O dicionário diz de consenso é um acordo unânime. Veja:


Consenso: concordância ou uniformidade de opiniões, pensamentos, sentimentos, crenças etc., da maioria ou da totalidade de membros de uma coletividade.


Então Anhaia, o Chico, usou a palavra consenso como uma ilusão, ou usou a palavra errada, fato que é possível, por não ser um letrado de primeira e como político, joga com as palavras.


"Mentiroso. Na terça-feira à tarde ainda fui lá no gabinete dele e falei que era contrário e que daria ainda tempo para ele se reunir com a Mesa [Diretora] e retirar o projeto [ o do Vale Marmita dos vereadores]", resumiu Dionísio Luiz Bertoldi, PT, o único a se pronunciar contra este projeto e anunciar o seu futuro voto na sessão de terça-feira, quando a matéria deu a entrada na Casa.



Mais. Anhaia é conhecido muito mais por suas imposições do que consensos. É uma marca dele. Não há como mudar. É oito ou 80.


E para piorar e corroborar com o mundo de dúvidas que cerca este assunto, o documento que Anhaia protocolou na secretaria da Câmara em nome da Mesa que ele preside, só tem a assinatura dele. Reproduzo neste espaço para os olhos de todos e não como mais uma invenção minha, como essa gente costuma dizer por aí aos analfabetos, ignorantes, desinformados e seus apaixonados eleitores e eleitoras.


Mais um erro formal e que contraria as exigências do Regimento Interno da Câmara. É a prova de que seus pares na própria Mesa não quiseram por as digitais em tal ideia, ou lhe deixaram pendurado com a brocha na mão e ele não percebeu. Esse erro formal, invalidaria à tramitação do referido projeto. Se fosse adiante, poderia parar na Justiça por iniciativa de um vereador discordante, do Ministério Público ou de qualquer cidadão indignado.


Anhaia e os políticos profissionais que estão se criando em Gaspar, com o dinheiro dos pesados impostos de todos, em pleno tempo de crise econômica braba, também estão expostos e correm atrás de disfarces para se justificar perante seus eleitores e eleitoras. A cada dia, todavia, são descobertos ou desmentidos. Não é a toa que este espaço é líder de acessos. Impressionante! Acorda, Gaspar!