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  • Herculano

AMAURI BORNHAUSEN LAVA A ALMA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA DE GASPAR E METE O GOVERNO KLEBER NUMA SAIA JUSTA



Já perguntei aqui na semana passada, em vários artigos opinativos, os quais bombaram em acessos neste blog e exatamente porque a imprensa de Gaspar, mais uma vez, resolveu ser expectadora de algo relevante para a cidade e o futuro dela, quem de verdade manda no governo do prefeito eleito Kleber Edson Wan Dall, MDB, do vice Marcelo de Souza Brick, PSD, do prefeito de fato Carlos Roberto Pereira, MDB e seus "çabios".


É que todos passaram recibos estranhos e sinalizadores para a sociedade de que eles não mandam ou se mandam, estão coniventes com os erros e posicionamentos do seu próprio time de curiosos que escalaram para ocupar na divisão do empreguismo político da chapa vencedora do ano passado por aqui.


Referia-me à comparação descabida entre o ensino público e o privado, usando-se à indevida imagem do quase centenário Colégio Honório Miranda, com a disfarçada proteção do governo de Kleber, à repercussão negativa dessa comparação na comunidade feita pelo secretário de Educação, um curioso na área, pasta que possui maior Orçamento daqui.


O jornalista Emerson Antunes e centro de toda essa controvérsia, veio de Blumenau sob a indicação do deputado da ala evangélica pentecostal, Ismael dos Santos, PSD, e na vaga do PSD de Gaspar, sob o silêncio de Marcelo e do próprio partido que já tinha mapeado gente daqui e da área. Supôs falhas e se disse mal compreendido, ou até que tinha sido interpretado fora do contexto em que se expressou. As gravações não deixam dúvidas.


Desdenhando o incômodo que tudo isso causou nos seus próprios aliados, cobrados pela cidade e os cidadãos, Kleber, Marcelo, Roberto, Ismael, Emerson e os "çabios" que os cercam no plano de poder absoluto, resolveram dobrar a aposta aos que pediam mais explicações, desculpas e até mudanças.


Pois não é que o vereador Amauri Bornhausen, PDT, resolveu, de forma própria e até inusitada, colocar a mão nesta cumbuca e colocar à prova até onde vai na atual gestão nesse desdém e na falta de respeito com os próprios aliados. Foram eles que ficaram expostos perante à comunidade. São eles os carregadores de votos.


Na trama para enrolar - muito próprio dos políticos quando acuados ou com o dever de dar explicações - e ganhar tempo, na semana passada os governistas da Bancada do Amém prometeram trazer Emerson para se explicar e até, formalmente, pedir desculpas. Balela.


O vereador Amauri esperou e percebeu a jogada.


Como todos do governo e da ala governista ficaram mudos, esperando que o tempo fizesse a parte dele neste assunto, o do esquecimento, ontem, na tribuna, Amauri não deixou nenhuma dúvida: vai fazer uma moção para pedir a saída do secretário de Educação de Gaspar, Emerson Antunes.


É uma posição crítica, dura e independente, além de ser um recado.


Amauri vai tentar apresentar essa moção - que fará hoje - na sessão da semana que vem.


E se superar a turma do deixa disso, corre o sério risco de não vê-la aprovada. Votos o governo os possui de sobra para barrá-la. Por outro lado, se fizer isso, estará apenas reforçando o recibo de que não manda no governo ou se manda, quer seus aliados curvados, submissos e calados permanentemente aos desatinos dos membros do próprio governo.


Muitos aliados ficaram incomodados com as cobranças que tiveram diante do fato e da repercussão.


Esperava-se esta atitude do único vereador de oposição, neste momento na Câmara, o suplente Antônio Carlos Dalsóchio, PT, pois Alexandro Burnier, PL, não está nesta conta de opositor; não de Amauri Bornhausen.


Corajosa, se pensada. E por quê. É que em tese Amauri é da Bancada do Amém, composta pelo MDB, PSD, PP, PDT e PSDB. Ela tem 11 votos caixão dos 13 da Câmara - e que com a ajuda de Alexsandro oscila normalmente para 12 - para se fazer barba, cabelo, bigode e unhas.


O mal-estar foi tão grande na sessão de ontem - que ela durou apenas 40 minutos -, que o líder do governo de Kleber, o experimentado e mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato, PP, um dos que prometera trazer o Emerson à Câmara e que articulava os panos quentes neste assunto para enterrá-lo pelo esquecimento, "desdebruçou" e declinou da palavra na hora da liderança.


Agora, é esperar os próximos capítulos.


Uma coisa é certa: Amauri, um funcionário público municipal, articulado, mostrou que não se ajoelha tão facilmente na Bancada do Amém para os erros grotescos de Kleber, Marcelo, Roberto e os "çabios", os quais fazem de gato e sapato a Bancada que lhes apoia incondicionalmente, ou seja, pelo jeito não tão incondicionalmente assim. Acorda, Gaspar!