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  • Herculano

A VOZ DISCORDANTE DE CIRO À MINHA AFIRMAÇÃO E À HISTÓRIA DELE PRÓPRIO NO MDB


O vereador Ciro André Quintino, MDB, no contato comigo no aplicativo de mensagem, discordou da minha afirmação aqui: a de que ele nasceu no PP. "kkk.. Nascido no PP... Essa é forte", pontuou ele. "Você que é forte...", retruquei numa dupla referência: ao seu físico e à sua vontade política de estar sempre em evidência.


Ciro, ao menos, não discordou, de que esteja à procura de outro partido e parceiros num jogo de cartas bem marcadas. E não é de hoje. A bola da vez é o PL e com aval do próprio MDB. Já expliquei isso aqui.


Por quê Ciro "nasceu" no PP? Mata-se a cobra e se mostra o pau. É por isso que este blog é líder de acessos e acreditado, não depende de verbas públicas, michês de políticos, lanchinhos, cafezinhos ou outros mimos. E por isso é praguejado - e constrangido e encurralado - pelos acostumados a terem a imprensa daqui a seu reboque, naquilo que desejam aparecer ou, principalmente, esconder.


Retomo.


O pai de Ciro, João Quintino, era realmente MDB de raiz. Entretanto, em 1982 ele "brigou" com o líder da vez na sigla por aqui, Bernardo Leonardo Spengler, o Nadinho, muito antes dele ser prefeito (1997/99). Nadinho já é falecido. Ele foi o único prefeito até agora a não completar o mandato na história de Gaspar.


Então desde longínquo ano de 82 deu mais liga entre o MDB e a família Quintino. Ela se tornou PSD, que depois virou PPB na mesma sucessão que vem dar no que é hoje o atual PP. Esta é a história do Amins, por exemplo, que nasceram na Arena e de tantos outros por aqui, como mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato e da família Spengler.


Retomo mais uma vez. João, pai de Ciro, com a família apoiaram os vencedores Tarcísio Deschamps e o vice Luiz Carlos Spengler, o Cuca (1983/88), ambos também já falecidos. O MDB tinha nessa disputa Dário Beduschi e Ursinus Schmitz.


Então, quando Ciro iniciou - ou "nasceu" - na política, a sua família era o que é hoje o PP. Nem mais, nem menos. Ou há alguma dúvida?


Depois, formalmente, Ciro virou tucano para apoiar o seu cunhado Mário Pera e só em 2003 veio a se filiar no MDB. Quando candidato a vereador, foi o terceiro suplente. Como "consolo", ganhou a superintendência da Ditran no governo de Adilson Luiz Schmitt, eleito pelo MDB.


Alguma dúvida ainda? Ou é mais outra história minha?


Até há, mas não minha. Para continuar na prefeitura, Ciro "saiu" do MDB em 2007, naquela briga entre o Adilson e o MDB de Gaspar a qual persiste até hoje. Ciro só voltou ao MDB em 2009 e se elegeu vereador em 2012.


Então? Ciro chora às pitangas quando se lembra que ele não é tão MDB assim apregoa por aqui. O certo é que ele não o é desde criancinha, como se atesta.


Esta é a realidade. Uma realidade, aliás, que não o coloca na fila do ônibus do MDB de Gaspar. Ciro é uma pessoa de fácil relacionamento. A política é parte da vida cotidiana dele.


Possui uma atividade comunitária intensa e os resultados deveriam funcionar melhor a favor dele como político. Mas, alguma coisa encrencou, como uma galhada que se prende numa curva do rio. E o melhor retrato disso foi a sua brutal queda de votos nas últimas eleições para vereador.


Ao invés de reavaliar onde está o nó desta questão, prefere a peneira para tampar o sol. E não será este blog.


Na verdade, os caciques que dominam o MDB e poder de plantão em Gaspar, temem não o seu populismo capaz de tudo, mas o passado político volúvel. Temem ficarem a pé na troca por novos e indesejáveis "amigos". E pela história que já passou, podem esta com razão. Acorda, Gaspar!