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  • Herculano

A SEGUNDA PERGUNTA É MAIS INTRIGANTE: AFINAL, QUEM MANDA NO GOVERNO DOS GASPARENSES?

Atualizado: 10 de jul. de 2021


A educadora e vereadora levou um ofício de desagravo dos políticos à direção do Colégio Miranda, para apenas proteger o emprego político do secretário Emerson


Atualizado neste sábado, dia 10.07 às 13h02min. Na terça-feira, fiz este título aqui: "afinal, quem governa Gaspar?" Está cada vez mais claro que não é o prefeito eleito Kleber Edson Wan Dall, MDB, nem o prefeito de fato, Carlos Roberto Pereira, presidente do MDB e super-secretrário da Fazenda e Gestão Administrativa, o que diz que faz chover e secar nas nomeações, na estrutura do poder de plantão e naquilo que ele diz querer para a cidade hoje e no futuro.


Se assim fosse, o secretário de Educação Emerson Antunes, um curioso na área, aparentado, indicado e protegido pelo deputado evangélico, de Blumenau, Ismael dos Santos, PSD, depois das sucessivas derrapagens e somado naquilo que desqualificou contra o ensino público, já estaria muito longe daqui.


Todavia, Emerson - que não pediu desculpas, e num vídeo, irônico, diz que foi mal interpetrado - está cada vez mais acolhido pelos que tocam a prefeitura de Gaspar na multifacetada orquestra com o MDB, PSD, PP, PDT e PSDB.


Mais, do que isso. Estranhamente, descobriu-se que ele possui protetores - como o prefeito e os secretários. Por Emerson, o prefeito, o vice, os secretários, os vereadores e outros políticos, levam as pedrada da comunidade, todas atiradas no escudo que eles armaram para manter e proteger o secretário no cargo. Impressionante!


A hipocrisia, deboche e a ironia dominaram - mais uma vez - a semana dos nossos políticos de Gaspar. Não tem jeito. Estão se achando intocáveis diante dos 65,60% dos votos úteis que receberam nas urnas em novembro do ano passado, bem como à falta articulada de uma oposição. Na Câmara só há um vereador entre os 13. E não é raro arrotarem que possuem o corpo fechado diante daqueles que deviam fiscalizá-los.


Todos, com raríssimas exceções e um destaco mais adiante, expressaram gratidão à história do Honório Miranda; outros ensaiaram um repúdio ao que disse o secretário; mas ninguém foi capaz de dizer que ele tinha que ser punido ou sair pelo que pensa não sobre o Honório, mas sobre a Educação Pública, da qual, vejam só, foi escolhido para geri-la e mudá-la do patamar que reconhece não ser adequada estar.


Afinal o Honório é um lendário ícone da nossa cidade, daí o cuidado. Se fosse outra escola, talvez não teria tal sorte e comoção tão uníssona e quase unânime como gerou.


Judas. E por quê?


Ninguém desses políticos que rodeia ou está empoleirado na prefeitura e no poder de plantão, foi capaz de condenar as falas desastradas do secretário, muito menos mandar ele procurar outra freguesia para ele se estabelecer nas desqualificações e comparações sem nexo que convictamente se expressou entre gente do ramo e que o ouviu sem qualquer contraponto. Incrível!


E todos os políticos ou comissionados que se "indignaram" pelo Honório naquilo que dizem ele não merecer, também arrotam todos os dias por aí - e em casa - que possuem a caneta na mão, ou são a tinta dela. Meu Deus! É de se perguntar, agora: a quem mesmo eles servem se perderam à oportunidade de defender a escola pública, o Honório e um discurso de governo?


É ou não é uma vergonha?


É um deboche com a cidade bem como a sinalização clara de fraqueza dos nossos políticos.


Quem olha assim, fica em dúvida sobre quem verdadeiramente manda e governa Gaspar. Ao que parece é o deputado Ismael, de Blumenau, e a turma da igreja onde ele está, cujo púlpito usa para se manter deputado, catar votos pelo estado e neste caso, empregar aqui um aparentado sem nenhuma noção do que está fazendo no cargo que ganhou de brinde.


E Kleber é apenas um fiel nesta história toda. Simples assim!


Nem vou comentar sobre o vice-prefeito, que por protocolo, aqui e em quase todo lugar, não manda nada mesmo. E isso, Marcelo de Souza Brick, PSD, bem sinalizou quando teve que engolir o Emerson naquilo que era uma vaga alinhavada para um técnico, ou um capacitado gasparense sob a indicação do PSD de Gaspar.


Blumenau e o deputado abocanharam na cara dura o maior Orçamento da prefeitura de Gaspar. E para auxiliar Emerson, gente egressa e que trabalhou no Honório Miranda. E que está submissa e quieta. Coisa de doido.


E também não vou me alongar, pois há tantos nomes de gasparenses da gema nesta área, a da Educação, que chegaram ser referência em Santa Catarina e até Brasília. Vão ao arquivo histórico. Vão ao Google e pesquisem e se orgulhem. Gaspar não merecia isso.


Pior mesmo, foi ver a Câmara de vereadores e a Bancada do Amém - uma imagem de submissão ao poder Executivo que fez dela um puxadinho incondicional, incluindo aprovação de matérias inconstitucionais.


Sem alternativas e obediente, preferiu fazer o mesmo papelão dos demais que estão sem saída e alimentou o sectarismo.


Ela fez um ofício de desagravo ao Honório Miranda. E quem entregou aquele papelinho frio e insensível? A ex-secretária de Educação, Zilma Mônica Sansão Benevenutti, MDB. Logo ela, que depois de se estabelecer no desastre do Ideb contra as crianças daqui e o futuro delas, virou vereadora? Um escândalo.


O único vereador que não assinou o tal ofício do deboche - apesar do vereador integrar a Bancada do Amém - e entregue ao diretor do colégio, Dioney Luiz Fernandes, foi o funcionário público municipal de carreira, Amauri Bornhausen, PDT.


"A Escola Honório Miranda não precisa de ofício. Ela tem história, tradição e cultura. O que a Escola Honório Miranda precisa é de respeito", ao pedir que o secretário Emerson se retratasse. E está esperando.... E talvez espere muito...


Pelo jeito, Amauri vai esperar sentado na sua cadeira de rodas.


É que Emerson continua sendo acariciado pelos políticos gasparenses que estão no poder de plantão e por detrás dos panos, de verdade, estão pedindo a cabeça do diretor do Colégio, o que fez o único e necessário papel institucional que lhe cabia: saiu em defesa dessa instituição quase centenária nas redes sociais, dos que trabalharam e estudaram lá, dos que estão lá, mesmo contra o descaso das autoridades.


E não duvide que isso aconteça, o de prejudicar Dioney. Nos gabinetes políticos, a coisa está armada e se diz que é uma questão de honra. É assim: em Gaspar dos políticos sem noção do papel deles em favor da comunidade e do futuro dos jovens, o rabo abana o cachorro... e faz tempo.


Afinal quem manda em Gaspar que perdeu o senso da realidade e até da sua própria autonomia política e administrativa, ao ponto de um forasteiro, curioso em matéria técnica, pago com os pesados impostos dos gasparenses, insultar o mais pobres ou com mais dificuldades de acesso ao conhecimento e ser protegido por quem devia puni-lo? Acorda, Gaspar!