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  • Herculano

A MARQUETAGEM CÊNICA DO GOVERNO KLEBER NÃO RESISTE AO ÚNICO VEREADOR DE OPOSIÇÃO


Na sessão de terça-feira da Câmara de Vereadores, o líder do governo, o mais longevo dos edis, José Hilário Melato, PP, ficou inconformado ao não ter como contra-argumentar o verdadeiramente o único - até aqui - vereador de oposição dos 13, Dionísio Luiz Bertoldi, PT. Destes, onze estão na Bancada do Amém.


Antes, porém, um parêntesis. Como vingança, mais uma vez, o governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, Marcelo de Souza Brick, PSD, está isolando Amauri Bornhausen, PDT. Trato desse assunto na sessão Trapiche da coluna Olhando a Maré da edição impressa do jornal Cruzeiro do Vale desta sexta-feira. E ainda voltarei ao tema aqui.


Retomo.


Não vou me estender muito, pois o discurso de Dionísio - que você pode assisti-lo acima na e íntegra lava a minha alma, mais uma vez. Ele é o retrato acabado da marquetagem oficial do governo Kleber, Marcelo e seus "çabios" fazem na propaganda cara e paga com os nossos impostos e está espalhada pelos principais corredores de fluxo por toda a cidade e até, pasmem, vizinhos.


Esta marquetagem se contradiz com a realidade que se vê cada dia por quem mora, usa serviços, passa por ruas ou equipamentos da nossa cidade. Não se trata de palavras minhas aqui, sempre contestadas, desmentidas, desmoralizadas. Tratam-se de afirmações de Dionísio.


Contudo se olhar bem, essas mesmas observações, recomendações e na maioria dos casos, reclamações, estão contidas nas centenas de indicações, e até requerimentos, dos seus próprios vereadores aliados na Câmara, a representação popular.


A marquetagem que está nas ruas só traz palavras vazias e de efeito, pois nem comparar o antes e o depois foi possível. Gastou-se dinheiro.


A marquetagem é tão cênica, que até usaram como imagem do belo uma área que nem disponível ao público está, como o mirante do Centro, mesmo ele já servido como cenário para os do poder de plantão tirarem fotos, fazerem vídeos e espalharem entre amigos e nas redes sociais, como exibição de privilégios.


No fundo, é o começo da campanha eleitoral do ano que vem, ainda incerta na escolha dos que vão pedir votos aos gasparenses e algo longe diante das prioridades que se devia dar como foco aos problemas da cidade.


Voltando para encerrar.


O que mais incomoda Melato - como líder do governo - nisso tudo não é a obrigação de defender o governo de Kleber e Marcelo com as justificativas repetidas, as quais não colam mais.


É que ele está obrigado a defender, na verdade, o titular da pasta da secretaria de Obras e Serviços Urbanos, principal alvo de Dionísio. Ele é o agente de trânsito licenciado, ex-vereador e ex-vice-prefeito Luiz Carlos Spengler Filho, do mesmo PP de Melato. Então Melato sabe onde está o calo está doendo.


E para completar o desespero de Melato, Dionísio apontou a saída do prefeito de fato Carlos Roberto Pereira, presidente do MDB, da poderosa secretaria de Fazenda e Gestão Administrativa, que atrapalhado, Melato nem soube denominá-la corretamente, chamando-a de "Gestão, Administração e Finanças", como o início do corte de várias cabeças coroadas do governo Kleber. Sugeriu mais duas. Ai, ai, ai.


É aguardar, então. Acorda, Gaspar!