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  • Herculano

A IMAGEM DO LÍDER MORTO PARA COLAR NOS CANDIDATOS VIVOS


Parte da cúpula do MDB catarinense, entre eles dois fortes candidatos às prévias na corrida para o governo do estado no ano que vem, foram ao túmulo do blumenauense, mas ex-prefeito de Joinville, ex-deputado estadual e federal, ex-presidente nacional do MDB, ex-ministro de Ciência e Tecnologia, ex-senador e ex-governador - criador dos cabideiros de empregos de políticos sem votos na tais falecidas secretarias de Desenvolvimento Regionais -, Luiz Henrique da Silveira.


Foram lembrar os seis anos da sua morte.


Foram rezar. E precisam muito de reza, e das boas. Luiz Henrique é um ícone no partido, mas não fez sucessor - um erro.


O senador Dário Berger, especialmente, e o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Aleixo Lunelli, vão precisar muito da imagem de Luiz Henrique e de passes espirituais do ex-líder para entrarem no jogo eleitoral, competitivamente, no ano que vem.


O MDB catarinense sabe que possui história, mas lhe falta folego neste momento, basta ver o que aconteceu com o ex-deputado Federal Mauro Marian, em 2018. Ele nem chegou no segundo turno e o MDB ficou como uma barata tonta para se posicionar na reta final daquela corrida eleitoral.


Agora, o MDB é "governo" na reabilitação Carlos Moisés da Silva, PSL. Ele vem de dois impeachments e está sob uma CPI à espera de desfecho na Assembleia.


Nas últimas duas décadas, o MDB de um modo em geral, saiu de protagonista - Ulisses Guimarães que no túmulo não salvou ninguém - a usuário, ou usufrutuário das entranhas do poder de todos e num arco que foi do PT ao PP, passando por PSD e DEM. Ocupou e ocupa espaços na ribalta como poucos.


Em Gaspar, depois de ver as manchetes com políticos ao redor do túmulo de Luiz Henrique, o vereador Ciro André Quintino resolveu colocar um bigode para "homenageá-lo". Para lembrar: Ciro nasceu no PP, foi tucano, vira e mexe ensaia novos voos, mas jura que é MDB de carteirinha e desde criancinha. Tudo postiço.