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  • Herculano

A CONSTATAÇÃO ESTÁ NA QUEIXA. A REALIDADE ESTÁ NA ARMADILHA


Sessão extraordinária que capou 400 cargos efetivos sem relatórios de impactos econômicos. Os votos contrários de Dionísio (E) e Alexsandro (D) não tiveram efeito algum


O vereador Alexsandro Burnier, PL, afeito ao diálogo - por ser novato na política e por suas próprias características, segundo os que o conhecem -, sentiu pela primeira vez e sentirá muitas outras vezes, que se insistir nesse tipo de discurso mole, o bafo do desprezo e da vingança da poderosa coligação MDB, PSD, PP, PDT e PSDB vai engoli-lo sem dó e piedade.


O vale e o pode tudo é a máxima do atual poder de plantão. E toda a "Bancada do Amém" está orientada para respaldar o mando e desmando político-administrativo do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, no puxadinho que ele e os seus "çabios" fizeram da Câmara para a prefeitura.


É o jogo jogado, quando se têm adversários, inteligência, estômago, paciência e há decisão de se estabelecer competentemente no jogo.


"A Câmara é feita de 13 e não de onze vereadores", queixou-se Alexsandro na tribuna à falta de informações que pediu sobre o PL 01/2021, votado e aprovado - com o voto de protesto dele por este tipo de arrogância governamental e que vai ser uma rotina no mandato de Alexandro - na Sessão Extraordinária da noite da quinta-feira passada.


E dai? Vai ser repetitivo. Alexsandro vai pedir informações, o governo vai mandar bananas para ele para ir se desmoralizando na fritura branda.


Ora, se quando o governo Kleber estava em minoria não dava explicações aos vereadores da maioria e até obrigado pela Justiça, colocou todos no saco, sem a competente reação contra esse crime, ele vai atender o Alexsandro e correr o risco de quebrar a hegemonia da "Bancada do Amém"?


Tenham a santa paciência. Ingenuidade tem limites!


O referido PL extinguiu ao redor de 400 cargos efetivos na prefeitura de Gaspar. Vai terceirizar com um custo maior - admitido em discurso pelos próprios vereadores governistas - e pior: serão essas vagas preenchidas com indicações político-partidárias, pois nenhum "freio" foi criado até agora - e dificilmente o será no Legislativo.


Constatação: a Câmara de Gaspar, efetivamente é feita apenas de onze vereadores. É assim que os governistas se consideram entre eles.


Os outros dois, o calejado Dionísio Luiz Bertoldi, PT, e o novato Alexsandro Bunier, PL, são decorativos e descartáveis não para a Câmara ou a cidade, mas para o poder de plantão que fez, nos votos, a Câmara desse jeito, contra a cidade e a favor do poder.


E se eventualmente esse dois vereadores se alinharem ao onze governistas, tanto Dionísio como Alexsandro não terão "valor" nenhum nos seus "passes" e planos. Nem mais, nem menos. Ou seja, se ficar o bicho come; se correr o bicho pega.


Inteligente para ambos, então, é eles terem plena consciência deste estado de redução da representatividade de ambos e agirem como descartáveis que são considerados pela maioria dos seus pares, reinventando-se no próprio mandato.


Se ficarem dando murro em ponta de faca, como já ensaiam e como quer e espera a "Bancada do Amém", o tempo lhes trará o natural descrédito e à falta de votos nas urnas nas próximas. Foi assim com Cícero Giovane Amaro, PL.


Inteligente seria fazer pouco discurso, agir muito e silenciosamente fora do ambiente Legislativo como o Ministério Público (Estadual e Federal), Tribunal de Contas, Deic e reagir pouco às provocações de gente armada para isso dentro da Câmara e que não deseja qualquer tipo de inteligência dos dois vereadores.


No Senado, por exemplo, o nanico Rede Sustentabilidade, possui apenas um senador. E ele já conseguiu muito mais fora do ambiente congressual no recuo à lei do que bancadas inteiras, contra o arrogante e ditatorial Executivo.


Alexsandro eleito pelo bairro do Bela Vista, por exemplo, está no meio de dois leões no seu próprio bairro e que não o querem vivo: o novato bancado pela igreja evangélica Cleverson Ferreira dos Santos, PP, e o experimentado Giovano Borges, PSD; este, aliás, no passado, ou controlava, ou já não deu espaços para Alexsandro agir politicamente, fatos que fizeram Alexsandro sair do PSD nanico de Giovano - que por conveniência já esteve de passagem no PSD - e ir para o PL.


Queixar, reclamar e denunciar na tribuna para Dionísio e Alexsandro serão ações de poucos efeitos diante da blindagem, discursos e fortes amarrações de interesses da "Bancada do Amém", constituída para deixá-los isolados.


Ah, mas resta a imprensa! Qual mesmo? Aponte-me quem dá espaços para as discordâncias do poder de plantão sem o medo de perder as miúdas verbas institucionais? Então há as redes sociais. Até comentários indiretos - parentes e amigos - estão sob regulação do poder de plantão na troca de favores e empregos.


Tudo amarrado de uma forma ou de outra. Caberá a Dionísio e Alexsandro tirar as amarras não do esquema político estabelecido, mas, primeiramente deles próprios e assim buscarem um sopro de vida e fazer diferença nos seus mandatos. Acorda, Gaspar!