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  • Herculano

A AMPLA APROVAÇÃO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA COMPROVOU QUE CARLOS MOISÉS MUDOU DA ÁGUA PARA O VINHO



Foi aprovada com ampla maioria de votos - 30 a oito no primeiro e 29 a nove no segundo turno, ontem à noite na Assembleia Legislativa -, à necessária adequação da Reforma da Previdência catarinense perante ao que já se mudou no Congresso Nacional.


Esta aprovação e com esta elástica margem, mostrou, sobretudo, a coerência da maioria dos deputados com o futuro das contas públicas de Santa Catarina e de como o governador Carlos Moisés da Silva, sem partido, reabilitou-se e mudou da água para o vinho. De um político recluso e até arrogante, prestes a perder o cargo eletivo, "transformou-se" - depois de apanhar - num animador de soluções via o diálogo.


O resultado de ontem na Alesc mostrou que Carlos Moisés está no páreo à reeleição depois de salvo por dois impeachments, ambos bem arranjados pelos mesmos políticos que lhes deram os votos para aprovar a nova previdência, um tema espinhoso sob todos os aspectos, inclusive o eleitoral e às vésperas de uma eleição para as 40 cadeiras Palácio Barriga-Verde.


Esses deputado pensaram não apenas em Carlos Moisés, mas neles próprios. É que sem esta reforma - que não era exatamente a que se o governador e sua equipe técnica pensou e queria - se algum grupo político afora Carlos Moisés for vencedor em outubro do ano que em, o ato de governar o estado com privilégios para determinadas castas de servidores e principalmente um jovem quadro de aposentados cada vez maior, seria desastroso para as finanças públicas.


Quem perdeu? O PL, Ivan Naatz que ainda cozinha um impeachment contra o governador, os barulhentos sindicatos, grupos e associações de representação de nichos dos servidores e principalmente. a vice Daniela Cristina Reinehr, sem partido, eleita com Carlos Moisés, no PSL bolsonarista radical.


Foi Daniela quem conseguiu unir os deputados que queriam inicialmente a cabeça de Carlos Moisés, em torno dele e tirando a corda do seu pescoço de dois impeachments e fazendo dele, um político renascido das cinzas. Fizeram uma clara troca depois que o articulador dessa gente, o deputado Júlio Garcia, PSD, foi pego num pantanal do qual não está fácil se livrar dele.


Em Santa Catarina, nenhum político em linha de sucessão ao governo do estado conseguiu até agora tanta antipatia e alimentar manobras para ao isolamento como a vice Daniela. Sem Júlio Garcia, com a a possibilidade real de ver o estado nas mãos bolsonarista de Daniela, ele se uniram ao que condenavam. E o estado seguiu produzindo resultados nas áreas econômicas e de infraestrutura. Impressionante!