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  • Herculano

A ALTA LETALIDADE DA "GRIPEZINHA"


A cada três intubados nas UTIs, dois morrem no Brasil. E não se trata de manchete de jornal da extrema imprensa, ou da Globo, como acusam os bolsonaristas, ou do alarmismo dos "maricas" que "um dia vão mesmo morrer", mas das frias estatísticas, depois ao analisar um ano de doentes e da doença entre nós.


Pior está por vir. As novas variantes contaminam mais, agravam mais e estão pegando, desta vez, os jovens. E esses números apavorantes para quem entra numa UTI Covid-19, tenderão serem maiores e contra a vida dos contaminados pelo coronavírus.


Estes doentes além de estarem numa fila que pode matar antes de chegar a uma UTI, estão "roubando" vagas de UTIs para outras doenças (infarto, AVC, câncer, acidentados, operados emergencialmente etc).


Os dados alarmantes fazem parte do projeto "UTIs Brasileiras", da Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira) em parceria com a empresa Epimed, que traz os dados 98 mil internações desde 1º de março de 2020. Quem divulgou hoje? O portal UOL, do grupo Folha, na reportagem de Carlos Madeiro


Os números apontam que, dos 46,3% que precisaram de ventilação mecânica nas UTIs em um ano, 66,3% morreram. Impressionante.


Ou seja, vidas brasileiras importam, mesmo sob a negligência dos nossos governantes, e políticos populistas eleitos com o nosso voto.


Eles negam à pandemia, à letalidade dela e dificultam à vacinação, a única barreira científica conhecida até agora, além da mitigação como distanciamento e isolamento sociais, o uso intensivo de máscaras faciais e à lavação (ou álcool gel) das mãos, mitigação que a maioria já não está mais disposta a cumprir por três aspectos: está cansada, não acredita até um parente morrer da doença, ou porque precisa sobreviver economicamente.


A verdade é que ninguém aguenta mais as restrições, ainda mais sem as perspectivas reais do fim delas. Ninguém mais aguenta esperar pela vacina. Ninguém aguenta mais o desgoverno de Jair Messias Bolsonaro, sem partido, e seu ministro da Saúde, o general da ativa, Eduardo Pazuello, um boneco que enxovalha a imagem do próprio Exército brasileiro. Wake up, Brazil!