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O BRASIL DE LULA ESTÁ SENDO GOVERNADO, HÁ ALGUM TEMPO, PELO COMITÊ ELEITORAL DELE E DO SEU MARQUETEIRO PROFISSIONAL. É PARA A PROTEÇÃO DO STF DISTÓPICO, A INSEGURANÇA JURÍDICA, ECONÔMICA E SOCIAL. BENEFICIAM-SE À  ESBÓRNIA DO CRIME ORGANIZADO E DE COLARINHO BRANCO. TUDO PARA A REELEIÇÃO DO PRESIDENTE DE PLANTÃO. UM FUTURO INCERTO E PERIGOSO, CERTAMENTE.

Definitivamente, vou parar por aqui esta semana. É para não “influenciar” os resultados das eleições “devido ao alcance e autoridade” deste blog. Apesar do blog nem possuir leitores e leitoras como sempre alegam para constrangimento os poderosos de plantão.

Esclarecido, vamos ao texto deste domingo e único desta semana.

Domingo que vem – dia de São Francisco de Assis, o rico que se despojou da riqueza para viver a riqueza da alma – a partir das 17h de Brasília, será aberta mais uma caixa, na verdade, jarro, da Pandora, a mulher mortal, criada por Zeus para se casar com Epimeteu, irmão do poderoso Prometeu, feito para nos salvar. Ela curiosa, abriu o jarro e teria liberado todos os males e sofrimentos da humanidade que não existiam na Terra como doenças, guerras, ódio, fome, inveja e morte.

Na verdade, não temos mais um governo em Brasília.

A CAIXA DE PANDORA

No lugar dele, olhando o nefasto noticiário dos últimos dias – e o que se promete para até domingo -, temos um comitê eleitoral de campanha governando o país. É ele quem manda no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, PT, conforme as pesquisas de voto vão lhe sabotando o favoritismo e confrontando à arrogância da esquerda do atraso que lhe cerca com múltiplos interesses ao beneficio dos poderosos de plantão no enriquecimento das velhas e novas castas.

O governo do PT, Lula e da esquerda do atraso se equilibra em não se lambuzar com as merdas corrupção endêmica.

Vai desde os roubos dos velhinhos do INSS – que os ladrões se safaram, ficaram com o dinheiro e quem está ressarcindo a mando de Lula para não perder votos, somos todos nós com os pesados e cada vez mais altos impostos on line.

Este método de ladroagem e domínio, passa, inevitavelmente, pela parceria com o banqueiro bandido, Daniel Vorcaro, no grande esquema que corrompeu bilionariamente os três poderes da República e por extensão, incrivelmente, o Ministério Público, criado para defender o cidadão da sanha unilateral estatal.

Neste cesto de maldade, o ator principal, miseravelmente, e parte substancial da trama que beneficia o Executivo e parte do Legislativo, o Supremo Tribunal Federal, é o que nos deveria livrar deste jugo de Pandora. Entretanto, predominantemente fatia do STF está,  simplesmente, nos dizendo que Códigos, Leis e Jurisprudências, boas ou ruins, feitas e aprovadas no Congresso Nacional nos tornam iguais em direitos, deveres e no devido processo legal.

A DISTOPIA

Nestas duas últimas semanas, meus leitores e leitoras – que não os tenho, segundo os poderosos de plantão da aldeia – no privado têm reclamado de que eu estou um tanto recluso. Ora, se até Pandora, arrependida, não conseguiu fechar a caixa (o jarro), quem sou eu para fazer o que já estava mal feito? Estou olhando a maré. A Caixa de Pandora, está literalmente aberta em Brasília, Florianópolis e Gaspar.

Antes de prosseguir, porém, é preciso explicar o que classicamente se entende por distopia.É uma sociedade imaginária, com projeção no futuro diante das realidades e bases atuais. Ela se organiza de forma opressora, autoritária, assustadora, disfuncional, proporcionando intenso sofrimento à população.

Não estou cansado e arrependido. Estou espantado. Estás claro de que não vou influenciar em nada nestas eleições. Até deixei correr solto. A sociedade, precisa, estou convencido aos mais de meus 70 anos e mais de 50 nesta lida de análise, sofrer, para amadurecer. E este sofrimento terá que ser intenso, infelizmente, para que se perpetue por gerações.

Estamos esquecidos, infelizmente, o que era o Brasil antes do Plano Real – que o PT, Lula e a esquerda do atraso condenou até a raiz – e o que se fez para buscá-lo, como estabilidade emocional de uma sociedade. Era uma utopia. Era um avançamos. Precisava mais. Muito mais. Estamos voltando para antes dele. Impressionante.

A CAVERNA

Estamos em transformação social, tecnológica e de comunicação numa velocidade da qual não temos mais controles e nem tempo sequer para percebê-las, quando mais, debatê-las. Veja o medo que toma conta do mundo e o pedido de regulação da Inteligência Artificial.

Outro dia, eu precisei de diploma de datilógrafo e de um teste de rapidez com o menor número de erros para merecer um emprego. Passava horas em bibliotecas e arquivos pesquisando, anotando quando ainda nem havia a Xerox. Hoje nem diploma, nem máquina de escrever é preciso. Muito menos fotocópias ou se revelar fotografia. O telegrafo, o telex, o fax e a radiofoto que precisei ou manipulei deram lugar à internet, ao Control C Control V com os dedos, evoluiu ao digital e já estamos tão rapidamente na Inteligência Artificial e elas nos dizendo que já não nos obedecerá mais.

Concluindo.

Diminui o ritmo nestas duas semanas para sacar melhor os políticos bandidos, ou como eles, como Pandora, abriram a caixa para nos ferrar mais uma vez.

A Pandora esta exposta mais do que nunca nas redes sociais.

É quase inacreditável o que acontece na disputa nacional aos olhos de todos. É crime, é cinismo e maldades no atacado propagado por políticos, candidatos, governantes, maqueteiros e gestores públicos. Eles perderam a vergonha na cara. Moral e ética, são palavrões. E os eleitores e eleitoras imbecilizados.

Tudo isto permeia Santa Catarina que vinha se diferenciando e que foi alugada por políticos alienígenas como se fosse todos nós uns tolos. E o que falar de Gaspar? Seus candidatos ainda estão no tempo do meu curso de datilografia.  Pandora e distopia para eles, são palavras que não cabem nos limitados dicionários deles.

Volto à normalidade da minha utopia na segunda-feira, dia cinco. A minha idade avançada é uma dádiva para cada dia conhecer os lobos vestidos em pele de cordeiro. Triste, mas didático. Muda, Gaspar!

TRAPICHE

Lama I. O ex-deputado estadual, Federal e prefeito de Chapecó, João Rodrigues, PSD, sabia que tinha uma chaga mal explicada desde que como vice-prefeito de Pinhalzinho, no final do século passado, na interinidade fez uma licitação para a compra de uma máquina.

Lama II. João Rodrigues, PSD, conhece como poucos a capacidade do jogo bruto de Jorginho Mello, PL, o eleitor de Dilma Vanna Rousseff, PT até o fervoroso eleitor de Jair Messias Bolsonaro, PL. Então não pode agora reclamar do jogo sujo de Jorginho Mello, PL, e que pode ser decisivo na morte de João ou, se ainda bem explorado, um fio de esperança de segundo turno.

Lama III. Erraram, clamorosamente, João Rodrigues, PSD, e seus marqueteiros, se é que ele os possui. No primeiro dia de campanha, eles deveriam ter matado esta cobra e mostrado a cabeça dela ao distinto público, para que do assunto não restasse mais nenhuma dúvida.

Lama IV. Mas, não. Apostaram na decência de Jorginho Mello, PL. Todos em Santa Catarina sabiam de que era uma aposta de risco. Bingo. No último dia de campanha, o matreiro, o capaz de tudo, Jorginho Mello, PL, levantou o véu branco de João Rodrigues, PL. Ele agora, está se explicando. Talvez consiga. Inclusive, fazer dele um  fato novo do tipo de um limão, uma limonada.

Lama V. João Sentiu. O vídeo que fez mostrando a denúncia rasteira de Jorginho à sua mulher Fabi e pedindo desculpas às suas filhas pelo estrago feito pela campanha de Jorginho Mello, PL, é forte. E parece sincero. Todavia, sem timming. Só milagre.

Lama VI. Até porque quem o traiu antes foi o próprio PSD de João Rodrigues que Jorginho Mello cooptou de várias formas com a caneta e o poder nas mãos. Sobre o PP e o MDB, todos sabem – e João também sabia melhor do que ninguém – que são caricatos, sem liderança em Santa Catarina e vivem de um passado que não existe mais. Jorginho já os tinha na algibeira dele. Era só olhar o que aconteceu quando João esteve em Blumenau e Gaspar. Sozinho. Esconderam João.

Diante dos fatos que se relatam na campanha entende-se muito bem a razão pela qual o deputado Ivan Naatz, PL, queria ser desembargador pelo quinto da OAB. A campanha de descrédito à reeleição feita pelos adversários mostra que ele está pendurado em algo bem complicado nos tribunais de Brasília.

A sessão de terça-feira da Câmara de Gaspar foi um retrato de algo que fugiu da sua obrigação deliberativa pela multiplicidade de membros dela que são candidatos e não se licenciaram para suas campanhas. A presidência da sessão foi exercida temporariamente de dentro de um veículo e remotamente.

A única sessão semanal durou 35 minutos. Aos doze minutos pediram para sair o presidente Ciro André Quintino, MDB; Dionísio Luiz Bertoldi, PT e Carlos Eduardo Schmidt Sobrinho, PL. Aos 17 minutos, Giovano Borges, PSD. Fariam bem se suspendessem a sessão e as reuniões das Comissões nesta semana e as recuperassem mais tarde

O inchamento da máquina pública gasparense proporcionada pelo governo de Paulo Norberto Koerich, PL, começa a preocupar os vereadores da base. É que a notícia chegou as ruas e os vereadores cabos eleitorais estão sendo cobrados pelos os eleitores e eleitoras indignados. Paulo, ao contrário, não está pedindo votos. Até se licenciou para ir ao velório de cantor sertanejo.

Mais, que o inchamento, o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Gaspar – Sintraspug – parceiro em todas estas pautas, já mandou um ofício à Câmara dizendo que é “imperiosa a revisão dos vencimentos dos cargos de baixo escalão, para restabelecer o equilíbrio das carreiras”.

Este é o jogo, segundo me explicou um advogado especialista em Direito Administrativo. Primeiro passa a matéria que aumenta ou muda vencimentos no topo da carreira. Todos quietos. Por que? Aprovado e consolidado este ato, atrás vem, por obrigação da lei, a tal isonomia.

E o Sintraspug já sinalizou – e bem antes da aprovação da cara Reforma Administrativa -que vai buscar esta isonomia. E se domingo Jorginho de Mello, PL, vencer, a Reforma Administrativa, no governo do PL de Gaspar, que contraria o discurso do PL e de Flávio Bolsonaro,  volta à pauta da Câmara de Gaspar. Nem mais, nem menos.

E já se tem os votos para aprovar, com as bençãos do vice Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos. Ele acaba de ser reabilitado por Paulo Norberto Koerich, PL, depois de longa geladeira. Rodrigo também é funcionário público federal e entende desse tipo de corporativismo.

Entre os maiores problemas do governo de Paulo Norberto Koerich, PL, está a “comunicação”. Ela é repórter ao estilo do século passado quando as mídias digitais engatinhavam e na insistência de fazer Paulo Norberto Koerich, PL, ator. No confronto da semana passada, um piadista, para vender o seu show, vendeu melhor Gaspar, como ela é: incoerente, ou seja, tem tudo, e não tem nada.

O que isto mostra? Que na tentativa de calar os órgãos de comunicação e a dependência deles das migalhas oficiais e dos amigos do poder, a cidade perdeu porta-vozes de credibilidade. São eles que podem dar credibilidade a que não possui ou no fundo, não conseguem transmitir estas avaliações positivas. Auto elogios, como tenta a área de comunicação, são de créditos zero ou perto de zero.

Alguns vereadores estão falando em criar zeladorias. Este assunto já foi tema por aqui várias vezes. Agora criá-las, para no fundo criar mais uma teta, é algo inútil. O problema não está propriamente na falta de zeladores, mas nos solucionadores dos pequenos problemas da cidade.

Antes de encerrar para voltar segunda-feira que vem. Quem está pagando a ladroagem dos que roubaram os velhinhos não são os ladrões, somos nós os pagadores de cada vez mais altos e novos impostos on line. Quem vai pagar a alta conta das BETs proibidas de supetão depois de autorizadas, até a revogação desta malandragem depois das eleições, somos nós, que está pagando a conta da queda do imposto das blusinhas, são as pequenas confecções brasileiras com desempregos em massa.

E o Carlos Bolsonaro, PL? Veio para Santa Catarina para humilhar os catarinenses? O que fez com Carol De Toni, não é misoginia? Não chega a vaga dada pelo gado a Jair Renan Bolsonaro, PL, para a Câmara. Porque se ele não for eleito, numa anulação de vaga representativa, aí sim, terá sido algo espantoso. Ele já tinha tratado com desdém os catarinenses de uma forma em geral mesmo dependente dos votos deles, Esperidião Amim Helou Filho, PP como velho… Deixo abaixo, os versos do gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914/74), “Esses moços”, para reflexão.

Esses moços, pobres moços
Ah! Se soubessem o que eu sei
Não amavam, não passavam
Aquilo que eu já passei

Por meus olhos, por meus sonhos
Por meu sangue, tudo enfim
É que eu peço a esses moços
Que acreditem em mim

Se eles julgam que há um lindo futuro
Só o amor nesta vida conduz
Saibam que deixam o céu por ser escuro
E vão ao inferno à procura de luz

Eu também tive nos meus belos dias
Esta mania que muito me custou
Pois só as mágoas que trago hoje em dia
E estas rugas o amor me deixou

Se eles julgam que a um lindo futuro
Só o amor nesta vida conduz
Saibam que deixam o céu por ser escuro
E vão ao inferno à procura de luz

Eu também tive nos meus belos dias
Esta mania que muito me custou
Pois só as mágoas que trago hoje em dia
E estas rugas o amor me deixou

Aviso. É o terceiro de mesmo teor, diante das pressões dos que dizem não me lerem para querem um espacinho de bônus por aqui. Não estou falando das candidaturas gasparenses por um único senso: elas não possuem projetos claros por Gaspar e região. Pecam aqui. Pecarão em Florianópolis e Brasília. São projetos pessoais, de amigos e as vezes, até contra os seus próprios partidos. Falta-lhes em alguns casos legitimidade e credenciais. E na maioria dos casos, causa comum aos gasparenses e aos do Vale do Itajaí.

A foto acima é Jadir Amorim. Eu me apropriei dela por dois aspectos. O primeiro porque ela possui um forte apelo artístico. O segundo, porque revela um problema, que entra e sai governo não se resolve: o simples emaranhado de fios descontroladamente espalhados por toda a cidade. É este emaranharado que está preso o governo de Paulo Norberto Koerich, PL, e Rodrigo Boeing Althoff, Republicanos. O cartão postal único e belo a Igreja Matriz de São Pedro Apóstolo, é a cidade. Os fios, é o descaso do gestor que mancha o que é belo. Muda, Gaspar!

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4 comentários em “O BRASIL DE LULA ESTÁ SENDO GOVERNADO, HÁ ALGUM TEMPO, PELO COMITÊ ELEITORAL DELE E DO SEU MARQUETEIRO PROFISSIONAL. É PARA A PROTEÇÃO DO STF DISTÓPICO, A INSEGURANÇA JURÍDICA, ECONÔMICA E SOCIAL. BENEFICIAM-SE À  ESBÓRNIA DO CRIME ORGANIZADO E DE COLARINHO BRANCO. TUDO PARA A REELEIÇÃO DO PRESIDENTE DE PLANTÃO. UM FUTURO INCERTO E PERIGOSO, CERTAMENTE.”

  1. Adilson Luis Schmitt

    Eleições 2026 em SC!

    Com todo o respeito, eu gosto de política. Mas este episódio revela, quão baixo um Candidato a Governador pode chegar.
    Lamentável, deixa a decisão para os eleitores no próximo domingo ( 4/10).

    Ele sabe muito de fugir de debates, especialmente na reta final nesta eleição. Por isso um Candidato fujão e muito baixo, não merece ser Candidato a Governador.

    Mas a decisão final, caberá aos eleitores!

    Adilson Luis Schmitt
    Ex Prefeito de Gaspar (2005/08)

  2. PAU NA REALIDADE NUA E CRUA

    Li um meme no X. Estou refletindo sobre o conteúdo (abaixo). Essa gente não deve fazer este tipo de reflexão… É perigoso demais (para os políticos em campanha, é claro).

    APOIAR LULA POR CAUSA DOS PROGRAMA SOCIAIS, É A MESMA COISA QUE ACEITAR A APANHAR DO MARIDO SÓ PORQUE ELE PAGA AS CONTAS

  3. LULA ERROU EM 2023, por Elio Gaspari, nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo

    Em 2022, quando derrotou Jair Bolsonaro por uma pequena margem de votos, Lula leu mal o resultado. O que era uma vitória apertada vinda de um arco democrático, o PT e Lula tomaram como uma consagração. Consagração foi, afinal o sujeito passou quase dois anos na cadeia acusado de corrupção e se elegeu presidente pela terceira vez. É vitória para ninguém botar defeito, mas não é suficiente.

    Lula 3.0 não cultivou o arco democrático que o elegeu. A diferença entre o arco democrático e a coligação governista pode ser testada pelo lugar onde fica o ex-ministro Pedro Malan. Ele pertence ao arco, mas não pertence ao bloco que poderia ser chamado de governista.

    O PT desperdiçou a oportunidade de governar com uma coligação mais inteligente e criativa do que a pobre polarização em que se caiu.

    Faltando menos de dez dias para o primeiro turno ele acordou. O eleitor também acordou. Se não é ele, é Bolsonaro. O antipetismo que elegeu o ex-capitão em 2022 encolheu em 2026, até porque surgiram fatos que alimentam um antibolsonarismo. No início de outubro de 2018, Bolsonaro tinha 32% das preferências, segundo o Datafolha. O petista Fernando Haddad tinha 21%. Aquele Brasil bolsonarista desmanchou-se, mas não acabou.

    Lula vive um paradoxo, é o candidato que vai melhor nas pesquisas, mas seu governo é mal avaliado por 40% contra e 34% a favor, segundo o último Datafolha.

    Lula revelou um certo cansaço com a campanha. Não era fadiga física, era cansaço do modo campanha. Um sinal desse cansaço é o bordão desafiador: “É esse país que vocês querem?” O eleitor sabe que é ele quem manda, não é preciso ser desafiado.

    De certa maneira, Lula foi capturado pela polarização bolsonarista. Podendo ampliar sua base, estreitou-a ou engordou-a, recorrendo ao Centrão.

    Faltou criatividade ao petismo, mas ele teve a sorte de ganhar um adversário incapaz de formular uma ideia nova ou de buscar um novo aliado.

    MINISTRO FOLIÃO

    Em 24 de fevereiro de 2024 publicou-se aqui a seguinte nota:

    “O ministro Kassio Nunes Marques é um folião aplicado. No último carnaval esteve em Salvador, de onde voou para o Rio e assistiu o desfile de segunda-feira no camarote Arpoador. Hospedou-se no Fasano e moveu-se naquilo que chamou de ‘nosso aviãozinho’.

    Na segunda-feira desfilou a Mocidade Independente, cujo patrono é o contraventor Rogério Andrade. Em agosto de 2022, Nunes Marques revogou a prisão preventiva de Andrade, em decisão confirmada por seus colegas da segunda turma do STF. O sobrinho do falecido Castor de Andrade não pôde desfilar com sua tornozeleira eletrônica. Contentou-se vendo Fabíola, sua mulher, passar pela Sapucaí como rainha da bateria.”

    Passou o tempo e soube-se mais. Quem cacifava todo o carnaval do ministro era o banqueiro Daniel Vorcaro.

    No carnaval seguinte, Nunes Marques voltou a ser mimado pelo banqueiro.

    Vorcaro se valia dos serviços de uma senhora chamada Rayanna. No dia 28 de fevereiro ela informou a Vorcaro:

    “As meninas estão prontas” e ele deu-lhe um endereço. Uma semana depois, uma menina cobrava pelos serviços que prestou a “kassio”. Coisa de “10 né”.

    Nunes Marques nega ter recebido esses favores e diz que nunca votou em caso que envolvesse o banco Master.

    Além dos favores noturnos, Daniel Vorcaro tinha também um expediente diurno com cifras do andar de cima. O contrato de serviços advocatícios da mulher de um desembargador pagava até R$ 427 milhões.

    O apartamento para onde deveriam ir as “meninas” pertencia a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, o maior doador pessoa física da campanha de Tarcísio de Freitas para o governo de São Paulo, em 2022, com R$ 2 milhões, e de Jair Bolsonaro, com R$ 3 milhões. Zettel está preso.

    SUPREMO

    A corrosão do STF está pior do que se imaginava. Falta pouco, muito pouco, para que algumas excelências saiam no tapa.

    A única mulher do Pretório Excelso é a ministra Cármen Lúcia, que não usa toga acetinada nem vai a farofas no além-mar. Já na bancada masculina, com pelo menos três machos alfa (Gilmar, Fux e Toffoli), a qualquer momento o tempo pode fechar.

    Na origem dos desentendimentos há uma forte carga de ciúme, que os homens gostam de atribuir às mulheres.

    Uma maneira de baixar a tensão seria combinar com Gilmar Mendes que ninguém o investiu na função de bedel da Corte.

    Até porque se fosse para ter bedel, a sério, esse personagem seria o servidor mais atarefado de Brasília.

    PRESIDENTE NA ONU

    Desde que a ONU existe as assessorias dos presidentes brasileiros torcem para que seus discursos na assembleia geral tenham alguma repercussão na imprensa americana. Perda de tempo.

    Nos anos 80 do século passado era embaixador na ONU Sérgio Corrêa da Costa, um diplomata de vitrine. Durante meses ele cultivou o chefe da seção de editoriais do The New York Times.

    Em setembro de 1982 o presidente João Baptista Figueiredo foi à ONU, discursou e o Times gostou. O jornalista ligou para o embaixador e avisou-o de que no dia seguinte teria uma boa surpresa.

    No dia seguinte o Times publicava um editorial elogiando o discurso do general João Baptista Figueiredo. Começava assim:

    Está certo o presidente “José Figueiredo…”

    Não se falou mais no assunto.

    Um veterano do New York Times lembra que não eram comuns editoriais tratando do Brasil. Um dos mais falados foi publicado no dia 3 de abril de 1964. Seu título dizia tudo: “Finis for Goulart:” chamava o ex-presidente de “incompetente” e “irresponsável”.

    Com toda probabilidade, o autor do editorial é o jornalista Herbert Matthews, famoso por ter entrevistado Fidel Castro no alto da Sierra Maestra em 1958, quando o governo dizia que ele estava morto. Matthews era quem cuidava da América Latina.

    TARCÍSIO NO 1º TURNO

    Uma eventual vitória do governador Tarcísio de Freitas no primeiro turno pode atrapalhar a vida de Flávio Bolsonaro no segundo turno. Sobretudo se no dia 25 de outubro der praia.

    A CARTA DAS APOSTAS

    As casas de apostas que compraram outorgas ao governo por R$ 2,5 bilhões vão brigar na Justiça para recuperar a franquia ou receber o dinheiro de volta.

    Os deuses do jogo maltrataram as casas de apostas. Jogaram no colo da Justiça a proteção às casas de tavolagem.

    Era tudo o que a magistratura não precisava.

  4. PROIBIÇÃO DE BETS MOSTRA LULA GOVERNADO PELA ELEIÇÃO, editorial do jornal O Folha de S. Paulo

    Se Luiz Inácio Lula da Silva tivesse um governo mais bem avaliado pela população e uma disputa presidencial menos acirrada pela frente, dificilmente levaria adiante a ampliação das isenções do Imposto de Renda e o fim da escala de trabalho 6×1 —políticas de impacto orçamentário e econômico nunca cogitadas nos quatro mandatos presidenciais anteriores do PT.

    Entre abril e junho deste ano, sem que as grandes apostas eleitorais tivessem surtido efeito nas pesquisas de opinião pública, Lula lançou uma saraivada de medidas de renegociação de dívidas e estímulo ao consumo e ao crédito, além de subsídios para mitigar a alta dos preços dos combustíveis decorrente da guerra no Irã.

    Nesta reta final de campanha, sempre empatado com o rival Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto, o petista busca surpresas bombásticas. A 17 dias do primeiro turno, anunciou um reajuste de 15% para o Bolsa Família; agora, a 9 dias, proíbe as apostas online, as famigeradas bets, e cria mais um programa de socorro a famílias endividadas.

    Nessa mixórdia de cartadas eleitoreiras, que já somam perto de R$ 200 bilhões, há providências corretas, duvidosas e erradas. Em comum, são tomadas de afogadilho, não raro em contradição com políticas anteriores, sem maior debate, planejamento ou estratégia —e, sobretudo, sem respeito ao cidadão, cujos valores e interesses são manipulados à base de casuísmo oportunista.

    Assim como a correção do Bolsa Família poderia e deveria ter sido feita antes, ao longo de mais de três anos de benefícios congelados, os enormes malefícios sociais da multiplicação das bets já eram evidentes e demandavam restrições há muito tempo.

    A proibição por meio de medida provisória, como se estivéssemos diante de um problema repentino, pode assegurar seu cumprimento imediato, mas não a sobrevivência posterior da decisão no Congresso, que só deverá examiná-la após as eleições.

    Foi do governo Lula a iniciativa de regulamentar as apostas online, cuja legalização teve início em 2018, de modo a ampliar o mercado e a arrecadação. Argumentou-se que se gerariam empregos, se coibiria o jogo ilegal e a lavagem de dinheiro; empresas pagaram mais de R$ 2 bilhões em outorgas para operar no país.

    O projeto de Orçamento para 2027, enviado ao Congresso há menos de um mês, não prevê os R$ 22,7 bilhões necessários para o aumento do Bolsa Família, mas conta com receita de R$ 5,3 bilhões em impostos sobre a jogatina. Para além do rombo fiscal deixado para a próxima administração, não há prova mais cristalina da guinada eleitoreira nas duas políticas públicas.

    Em vez de governar o país, Lula é governado pela eleição. Acentuou-se a gastança, iniciada desde antes da posse, e agravaram-se pressões inflacionárias, juros e dívidas de famílias, empresas e governo. No caso das bets, ficará para depois um emaranhado de embates legais e políticos.

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